Foto: Colaboração/Acervo familiar
Residindo na Suíça desde 2021, a família de Nicolas Minchiguerre Piffer, natural de Umuarama, tem enfrentado corajosamente os desafios impostos pela paralisia cerebral e pela rara Síndrome de West, caracterizada por crises epiléticas. Na nação europeia, eles conseguiram acesso abrangente ao tratamento essencial para a criança.
Com seis anos de idade, Nicolas agora desfruta de auxílio-doença e recebe atenção contínua de uma equipe multidisciplinar. Curiosamente, no Brasil, a Justiça havia negado o benefício à criança. Além de um apoio financeiro mensal concedido pelo governo suíço, a família também conseguiu garantir os equipamentos cruciais para o tratamento do filho.
“Ao chegar aqui, levei um ano para reunir toda a equipe de profissionais para cuidar de Nicolas. Depois, empreendemos o processo para trazer ele e minha esposa, ela que havia permanecido em Umuarama”, relata o pai, Alessandro Morera Gomes Piffer.
A equipe multidisciplinar inclui neurologistas, ortopedistas, fisioterapeutas, ergoterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas, entre outros especialistas. A cada semestre, a neurologista convoca uma reunião com esses profissionais, onde todos podem contribuir com opiniões para orientar o tratamento em curso.
Apesar de um aumento nas crises epiléticas devido à medicação, Nicolas tem demonstrado uma notável melhora em seu estado. “Ele já consegue pronunciar algumas palavras em francês e atender aos comandos na escola. Recebemos suporte integral do governo. O que eu necessito e tinha dificuldade em obter via saúde privada, é alcançado através do governo”, detalha Alessandro.
Atuando como mecânico, a mesma profissão que exercia no Brasil, Alessandro compartilha que o sistema de saúde na Suíça é de caráter privado, demandando aquisição de um plano de saúde. Entretanto, caso haja limitações financeiras para sustentar o tratamento, o governo provê subsídios.
“Estamos equipados com tudo que ele necessita, desde cadeiras de rodas adaptadas para locomoção, assentos para o carro, até uma mesa escolar, um parapodium para mantê-lo em pé e uma banheira adaptada, entre outros dispositivos”, elucida o pai. Além da assistência médica, Nicolas também participa de atividades escolares e extraescolares, como o esqui em dias frios e natação semanal em períodos quentes.
Alessandro recorda que, no Brasil, Nicolas recebia um atendimento dedicado da Escola de Educação Especial, mas a falta de equipamentos apropriados limitava seu desenvolvimento. “No Brasil, frequentava a Apae e era atendido com excelência. A distinção é que aqui temos acesso a uma gama mais ampla de recursos”, ressalta.
Além dos progressos notáveis de Nicolas, Alessandro e sua esposa, Lais Minchiguerre da Silva Piffer, celebram o nascimento de um novo membro da família. Romeu, que veio ao mundo na Suíça, e já comemorou o seu primeiro ano de vida. No momento, a família não planeja retornar ao Brasil, uma vez que o foco permanece no tratamento de Nicolas. “Enquanto ele continuar recebendo tratamento aqui, não temos a intenção de voltar ao Brasil”, conclui o pai.
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