Foto: Reprodução/OBemdito
A mulher suspeita de furtar um estabelecimento comercial de Umuarama na companhia de dois filhos, ambos menores de idade, procurou a Delegacia de Polícia Civil nesta quarta-feira (23) para prestar esclarecimentos e devolver os objetos. O furto foi registrado por uma câmera de segurança do estabelecimento, que fica na avenida Paraná.
A informação foi confirmada nesta quinta-feira (24) pelo delegado Isaías Cordeiro de Lima, da 7ª SDP. Segundo ele, em sua defesa, a suspeita alegou que o filho adolescente que também foi flagrado levando mercadoria sofre de esquizofrenia. A mãe apresentou atestados da doença. Depois que o crime foi divulgado, outros comerciantes relataram ter sido vítimas de furtos cometidos pelas mesmas pessoas.
“Estamos levantando os boletins que constam todos os furtos. A Polícia Civil segue nas apurações para elucidação integral de todas as ocorrências.”, afirmou o delegado.
OBemdito teve acesso a novas imagens de câmeras de segurança que mostram que além do adolescente, uma criança de 7 anos também teria saído da loja em posse de mercadoria, sem que a mãe efetuasse o pagamento. Pelas imagens é possível ver que a menina pega uma bolsa ao deixar o local. A criança estava acompanhada pelo irmão. A mãe sai logo depois da loja.
Em seu depoimento na Delegacia, a mulher negou ter praticado os furtos e afirmou que “no sábado dia 19 de agosto de 2023 estava na farmácia e entrou na loja ao lado [….] e não percebeu quando seus filhos pegaram os produtos, sendo dois vestidos e duas bolsas”.
Destacou ainda que percebeu a filha inquieta no domingo e perguntou o que tinha acontecido. Ao ser questionada, a criança disse: “olha mamãe, uma bolsa para mim e outra para a senhora”. Conforme ela, diante da resposta da filha, ela perguntou se havia mais coisas e a filha “mostrou os dois vestidos e dentro de um puf diversos outros produtos que a não sabe informar a origem dos mesmos”.
No seu depoimento, a mulher afirmou ainda que na segunda-feira (21) teria ido até a Delegacia com o intuito de fazer um boletim e entregar os produtos, mas que um servidor do local disse que “não havia necessidade de fazer boletim de ocorrência e que era para voltar outro dia”.
OBemdito também conversou com a suspeita que afirmou ser mãe solteira e que está sofrendo muito com a situação. “Acho que não é normal uma criança [furtar], vou passar para o psicólogo, não vejo isso como normal, mas eu atesto que eu sou mãe, educo, cuido e tenho zelo por eles”, afirmou.
Ela também questionou o fato de o funcionário da Delegacia ter dito que não havia a necessidade de fazer um boletim de ocorrência e que era para ela voltar na quinta-feira. “Por que na segunda-feira ninguém quis me atender, não quiseram fazer o boletim”, afirmou.
“Eu peço desculpas porque é 24h cuidando e zelando deles. Está tudo na mão de Deus. Ele é grande é poderoso. Sou mais uma guerreira”, completou.
De acordo com o delegado, se ficar comprovado que a criança estava orientada pela mãe a praticar os atos infracionais, a mulher poderá responder por furto e corrupção de menores. “Vamos colher na integridade as provas para entender por completo [o caso]”, disse.
Sobre a informação da suspeita ter ido à Delegacia e um funcionário ter dito que não precisaria registrar um boletim de ocorrência, o delegado afirmou que não há informações, por parte dos servidores, de que isso teria ocorrido.
Conforme comerciantes da cidade, a mulher já é bastante conhecida pela prática deste tipo de crime. (Relembre o caso).
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