Paraná

Professor é agredido e tem arma apontada à cabeça por delegado que é pai de aluno

O professor Gabriel Barbosa Rossi Silva, do Colégio Franciscano Nossa Senhora do Carmo, foi agredido e teve uma arma apontada à cabeça por um delegado da Polícia Federal que é pai de um de seus alunos, de 13 anos, na sexta-feira (30), em Guaíra. 

As agressões supostamente foram motivadas após, segundo a APP Sindicato, o professor ter corrigido o aluno que teria proferido falas preconceituosas durante uma das aulas. Após isso, o pai foi até o colégio, esperou o professor sair, o agarrou pelo pescoço, ameaçou e apontou a arma para a cabeça do docente. Várias pessoas testemunharam o ocorrido.

Flávio Dino, Ministro da Justiça e Segurança Pública, fez um pronunciamento sobre o caso em suas redes sociais, nesta segunda-feira (3). “Sobre a denúncia veiculada pelo Professor Gabriel Barbosa Rossi, no Paraná, informo que já houve o registro formal e as apurações administrativas serão procedidas na Polícia Federal, visando ao esclarecimento dos fatos e cumprimento da lei.” 

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP) também emitiu nota sobre o caso. Segue, na íntegra: “É inaceitável que educadores(as) sejam alvo de humilhações, ameaças, intimidações, agressões e qualquer outra forma de violência. O ambiente escolar precisa de proteção a toda essa intolerância instrumentalizada pelo negacionismo e por discursos de ódio.  

Neste sentido, a APP repudia com veemência este episódio de extrema gravidade, ainda mais porque foi praticado por um agente público que deveria atuar justamente na garantia da segurança da população, ao invés de protagonizar cenas de violência contra um professor no exercício da sua atividade profissional.  

Reafirmando o nosso compromisso irrestrito na defesa dos(as) trabalhadores(as) da educação, manifestamos total solidariedade ao professor e mestre Gabriel Barbosa Rossi Silva, exigimos a imediata apuração do caso para punição rigorosa ao seu agressor, pois quando um educador(a) é agredido(a), toda a sociedade é atacada!” 

A Polícia Federal segue investigando a conduta de Mário César Leal Junior, delegado da corporação, que é suspeito de agredir o docente. A PF não está autorizada a se pronunciar sobre o ocorrido. “Por enquanto não vou me manifestar. No momento adequado eu informo”, informou Leal.

(Com informações RIC Mais e APP Sindicato)

Redação

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