Paraná

Menino de 9 anos é proibido por professora de ir ao banheiro e fica horas sujo de fezes

A mãe de um menino de 9 anos matriculado em uma escola municipal de Cascavel ficou horrorizada, na última segunda-feira (12), ao descobrir que a criança ficou por aproximadamente 2 horas com fezes nas calças após ser proibido por uma professora de ir ao banheiro da instituição.

O caso aconteceu na Escola Municipal Professora Kelly Christina Correa Trukane, no bairro Morumbi. A mãe do pequeno informou que o filho havia pedido para ir ao banheiro por volta das 15h e, após ser negado, acabou evacuando nas calças e ficou com vergonha de contar para outra pessoa.

“Minha mãe foi buscar ele por volta das 17h e o encontrou em uma situação triste, desagradável, com todas necessidades feitas na roupa. Ele disse que pediu para a professora para ir ao banheiro por volta das 15h e ela negou. Então ele fez na roupa e não contou para ninguém porque estava com vergonha. Passou das 15h às 17h sujo”, relatou a mãe.

Ainda segundo a mulher, assim que soube do caso ela entrou em contato com a instituição querendo respostas, porém não obteve uma resposta sobre a situação.

“Liguei para a escola e a diretora disse que não sabia de nada e pediu para conversarmos amanhã. Isso não pode ficar impune. É uma criança de 9 anos apenas. Uma atitude tem que ser tomada”, lamentou.

O portal CGN entrou em contato com a assessoria do município, que disse que: “a Secretaria de Educação ficou sabendo desse caso pela imprensa. Amanhã haverá uma reunião com a direção da escola para analisar que tipo de encaminhamento será dado ao caso”.

Já o portal Catve entrou em contato com a diretora do Departamento Pedagógico da escola, que explicou que a professora e a equipe pedagógica foram ouvidas após a situação. Ela também disse que há uma rotina com os alunos para enviar as crianças ao banheiro antes e depois do intervalo, buscando manter a ordem.

Sobre o cheiro que pode ter sido gerado na sala de aula, ela explicou que ao lado da sala de aula há um banheiro antigo com problemas sérios no odor, e que no momento do ocorrido pensaram ser dali o cheiro.

“Em momento algum foi intencional, em momento algum foi no sentido de não fazer atendimento, porquê realmente o fato aconteceu”, explicou.

Uma sindicância foi aberta para averiguar a situação.

(Com informações CGN e Catve)

Redação

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