Foto: AEN
O setor de confecções e vestuário é o segundo maior empregador na indústria de transformação paranaense. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de março de 2021, emprega mais de 50 mil pessoas, ficando atrás apenas do alimentício, que ocupa 198 mil pessoas. Responde, ainda, por 7,7% da força de trabalho, conforme dados da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep). São 3.748 estabelecimentos do gênero no Estado, 98% deles de pequeno porte.
Uma marca de destaque internacional também tem origem paranaense. O Grupo Morena Rosa é de Cianorte, no Noroeste do Estado, conhecida como capital do vestuário. Hoje, a empresa tem cerca de 6 mil pontos de venda espalhados por 1,7 mil cidades brasileiras, e exporta suas confecções para 12 países.
O grupo tem cinco marcas. O carro-chefe é a Morena Rosa, que almeja se tornar a referência da moda brasileira para o mundo. Somam-se a ela Maria Valentina, Lebôh e Zinco, criadas internamente, e a Iódice, adquirida em 2019. A composição busca contemplar diferentes públicos, compondo um portfólio que também inclui lingeries, moda praia, moda fitness e acessórios.
Sua história de sucesso, no entanto, começou por necessidade. Em 1993, Marcos Franzato vendeu seu Monza para começar a empreender. Junto de sua esposa e dois cunhados, montou a empresa, produzindo e vendendo poucas peças por ano.
Em 1997, a empreitada teve sua primeira virada, partindo para um modelo de negócio seguido até hoje: a representação comercial.
“Até então, pouquíssimas empresas tinham um representante batendo mala e atendendo clientes do Brasil inteiro. Daí veio nossa essência. Até hoje, 70% dos nossos clientes estão em cidades com menos de 100 mil habitantes”, afirma Lucas Franzato, filho dos fundadores e presidente desde 2018. “Esse modelo foi um divisor de águas que nos trouxe amplitude, volume, capilaridade e penetração nas cidades menores”.
Com o tempo, o grupo se consolidou e se tornou conhecido nacionalmente com grandes campanhas publicitárias. Estrelando celebridades internacionais como Sarah Jessica Parker e Naomi Campbell, cresceu em visibilidade. “Com muita dedicação, criamos algo que é muito difícil no nosso ramo: ser ao mesmo tempo uma indústria de produção e uma grande marca”, acrescenta Franzato.
Hoje são cerca de 1,5 mil funcionários, com sede principal em Cianorte. Em 2016, a empresa expandiu seu negócio para o mercado digital e para o varejo. Isso é feito através de franquias focadas em grandes cidades e de um novo projeto de lojas multimarca premium para municípios com até 15 mil habitantes, que revendem apenas as marcas do grupo. A expectativa é chegar a 100 franquias até 2022 e 300 multimarcas premium até 2023.
“São dois movimentos transformadores que a gente quer fazer na empresa, se conectando ao digital. Hoje, temos 65 franquias, 20 delas abertas no ano passado, no meio da pandemia. Começamos a virar a chave para cidades médias e grandes, nas quais a gente não tinha penetração. Para a maioria das empresas, as grandes representam mais da metade das vendas. Para nós, 15%. Por isso, temos um grande caminho para trilhar nas capitais”, explica o presidente.
Até 2016, 95% do faturamento do grupo vinha do modelo de revendas. Em quatro anos, essa frente diminuiu para 65%, abrindo espaço para as franquias e e-commerce. Juntos, os dois passaram a representar 35% do faturamento, sendo 20% apenas no digital, impulsionado pela pandemia.
“Nossa expectativa é que em 2021 nosso faturamento seja maior ou linear ao de 2019, pré-pandemia. Retivemos empregos e não fechamos fábricas”, diz Lucas. “Nossa essência é fazer moda com o coração. São milhares de famílias que, através da Morena Rosa, conquistam suas vidas, e isso para nós é motivo de muito orgulho”.
(Agência Estadual de Notícias)
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