Foto: Assessoria PMU
Uma mulher, de cerca de 55 anos, moradora no bairro Parque Dom Pedro I, sofre de transtorno de acumulação compulsiva, doença crônica que leva o indivíduo a ajuntar e guardar objetos sem valor. Para se ter uma ideia, só nos últimos meses ela acumulou três caminhões de lixo, roupas velhas, móveis e objetos sem condições de uso. O trabalho de remoção foi feito pela Vigilância Sanitária de Umuarama.
Carlos Roberto da Silva, coordenador da Vigilância em Saúde Ambiental, ligada à Secretaria Municipal de Saúde, relata que no dia 25 de junho a Prefeitura já havia realizado trabalho semelhante no local, de onde também foram retirados três caminhões com entulhos acumulados pela moradora.
“É uma situação muito triste e preocupante, porque a mulher não aceita ajuda. É uma casa de madeira, nos fundos de uma residência, e tudo estava tomado de lixo, oferecendo grande risco à saúde e à vida dela”, comenta.
A acumuladora mora sozinha e uma vizinha tenta, de alguma forma, cuidar dela, porém sem muito sucesso. De acordo com Silva, quando viu a equipe da Prefeitura se aproximar, ela empreendeu fuga pelos fundos do quintal. “É realmente um caso muito complicado e esperamos que a Justiça consiga oferecer proteção a essa senhora. Ouvimos relatos dos vizinhos dando conta que muita gente aproveita para descartar entulho na casa dela. Encontramos objetos lá que seguramente não foram levados por ela, sozinha”, pontua.
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) ingressou com ação de interdição da mulher, porém por enquanto o juiz não acatou o pedido. Também houve o pedido, por parte do MP, de medida protetiva e, da mesma forma, também negado pela Justiça.
“Nossa real preocupação é com a segurança da vida dessa pessoa. A situação de acumulação afeta diretamente a vida dos vizinhos e da comunidade do entorno, pois há riscos de animais peçonhentos, ratos, baratas, dengue e outras doenças”, observa o coordenador.
A Secretaria Municipal de Assistência Social já disponibilizou sua rede de atenção para tentar encaminhar a moradora para tratamento de saúde, porém ela se recusou. “Todo o trabalho e estudos sociais foram feitos rigorosamente conforme determina a legislação. Agora vamos aguardar a manifestação da Justiça para socorro dessa cidadã”, finaliza, acrescentando que uma grande equipe foi utilizada para realização do trabalho, que utilizou voluntários, caminhões e até uma pá carregadeira.
(Assessoria PMU)
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