Foto: Reprodução/GoioNews
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) revelou detalhes sobre o assassinato de Clóvis dos Santos, taxista de Palotina, que foi assassinado a facadas e teve seu corpo desovado em um milharal do município. De acordo com o órgão, o crime foi esclarecido a partir do celular da vítima, que foi encontrado com um morador de Janiópolis.
As investigações apontavam que duas mulheres seguiam para Palotina na companhia de dois adolescentes em um Fiat Uno. No meio do caminho o carro sofreu problemas mecânicos e o taxista foi chamado para realizar uma corrida. Ao atender o pedido, ele foi rendido pelos suspeitos.
Um dos adolescentes que participou do crime disse que após renderem a vítima, as duas mulheres foram deixadas em um local até que eles levassem o trabalhador ao milharam. Ele foi amarrado com as mãos para trás e executado friamente com 10 facadas no pescoço.
Na sequência, o carro do taxista, um VW Gol, foi levado até Mamborê. A polícia encontrou o veículo posteriormente escondido em meio à uma mata do distrito. Todavia, antes de chegarem até a cidade, eles passaram por Janiópolis, onde trocaram o celular por dois pinos de cocaína em um local de tráfico de drogas.
O celular foi rastreado pela Polícia Civil de Palotina com ajuda de familiares, que pela geolocalização foi encontrado em uma residência na avenida Princesa Isabel. O aparelho estava em posse de um homem de 50 anos, que confessou ter comprado o celular com uma das envolvidas no crime.
Com as características da suspeita que deixou o celular no local, eles conseguiram chegar até a criminosa no distrito de Guarani, e depois aos demais envolvidos.
“Quando chegamos ao distrito do Guarani os menores estavam na rua, em frente a uma residência. A Polícia Militar, que participou das buscas, fez a captura de um foragido do Cense (de Campo Mourão) que participou do latrocínio. Ele estava no local no momento da abordagem. Ao ser levado de volta ao Cense confirmou que praticou o latrocínio”, informou o delegado André Silva Dzindzik, de Campo Mourão.
O delegado ainda afirmou que os suspeitos não demonstraram qualquer tipo de remorso pelo crime, que aconteceu de forma extremamente brutal.
As mulheres maiores de idades foram autuadas pelos crimes de corrupção de menores e latrocínio, enquanto os adolescentes foram qualificados por latrocínio.
O crime contou com apoio conjunto das polícias civis e militares de Palotina, Toledo, Cascavel e Campo Mourão.
O corpo de Clóvis dos Santos foi recolhido pelo IML (Instituto Médico Legal) de Toledo.
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