Umuarama

Umuarama: Profissionais precisam encarar o frio sem perder a disposição para trabalhar

Enfrentar as baixas temperaturas não tem sido nada fácil para ninguém. Imagina só para quem precisa trabalhar diretamente com o vento ou a água. São inúmeras as profissões que ficam expostas ao frio e haja roupa para se aquecer nesse inverno.

Umuarama registrou baixas temperaturas neste início de semana e a tendência é de que os próximos dias continuem muito frios.

Valdecir Siciliano da Rocha tem 52 anos e há mais de 20 trabalha como lavador de veículos. Ele lida com água, espuma, vento e muito mais para executar o serviço com maestria. “Não é muito bom não. É muito frio, mas tem que trabalhar, não tem outro jeito”, disse o trabalhador.

Valdecir usa vários equipamentos para se proteger da água gelada. São duas luvas, galocha e toda proteção necessária. “Eu trabalhei também em Campinas, no interior de São Paulo, lá não é tão gelado como aqui. Umuarama é mais fria. A gente tenta se aquecer, a água se for ver não é tão gelada porque vem do poço, mas o vento corta e judia um pouco. Mas não podemos deixar de trabalhar”, comentou, com um sorriso no rosto.

Para os mototaxistas e motoboys a queda brusca dos termômetros também complica o trabalho. É muito vento no rosto, mas as corridas não param. Elas até caem como no caso do Sebastião Edson, mas não chegam a parar. “Nesses últimos dias, pegando esse frio sobre duas rodas, não é fácil não. Porém precisamos trabalhar”, explicou.

O mototaxista atua na profissão há mais de 20 e diz que “a moto é uma grande aliada para o verão, mas no frio não é fácil não. Eu acordo todos os dias às cinco horas da manhã, pego minha moto e começo meu trabalho. Tento me agasalhar bem para não pegar resfriado e executo meu trabalho”, ressaltou.

Otacílio Marcelo da Silva, de 63 anos, também encara o vento gelado nesse inverno. Há 40 anos ele atua com a venda de frutas as margens da rodovia em Umuarama. Missão que executa sempre com um sorriso no rosto.

“Triste é levantar de madrugadinha igual nós levantamos. Vamos nos ajeitando e depois tratamos dos animais e na sequência subimos aqui para o nosso ponto às margens da PR-323. Não tem como ficar parado. É uma verdadeira benção”, disse Otacílio.

O frio pode deixar o trabalho mais difícil, mas em todas as estações há os desconfortos. “Tem o calor, tem o frio e nós precisamos encarar. No calor nós sofremos demais por causa da lona e esquenta muito. Agora fica gelado uns dias e depois volta ao normal”, comentou.

Marta Paula

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