Paraná

Acusado de matar jovem trans de Cruzeiro do Oeste em Maringá é indiciado por latrocínio

Natan Henrique Gomes Ananias, de 22 anos e principal suspeito de ter tirado a vida da jovem trans Samantha – que é natural de Cruzeiro do Oeste – segue preso um mês após o crime, que aconteceu no dia 29 de janeiro, em Maringá. De acordo com a Polícia Civil, o acusado foi indiciado pelo crime de latrocínio, que é roubo seguido por morte.

De acordo com o delegado à frente do caso, Luiz Henrique Vicentini, apesar de na ocasião do crime o suspeito não ter levado nenhum objeto da vítima, evidências apontavam para que a intenção inicial do suspeito era que praticar um roubo. Câmeras de segurança que flagraram o crime foram utilizadas para averiguação.

“Nós cumprimos as investigações dez dias após a prisão do principal suspeito e indiciamos pelo crime de latrocínio, em que há a violência voltada para a subtração patrimonial. No caso, apesar de não ter sido levado nenhum bem da Samantha, como houve o falecimento dela em decorrência dessa violência, nós entendemos que ficou caracterizado como esse crime e ele vai responder por isso”, afirmou Vicentini.

“Nós trabalhamos com testemunhas, principalmente, um amigo da Samantha que estava próximo à ela no local do fato; também com análises de imagens câmeras de segurança; e depoimentos de outras pessoas que tinham conhecimento do caso”, acrescentou.

Contradição no depoimento

Ainda segundo o delegado, houve contradição no depoimento do suspeito e da principal testeminha do crime. Apesar disso, o inquérito foi concluído 10 dias após ocorrido e agora está nas mãos do Ministério Público.

Natan segue detido desde o dia 31 de janeiro e aguarda os processos para seu julgamento.

Segundo Vicentini, a Polícia Civil e o Ministério Público concordaram sobre a conclusão das investigações e o MP já ofereceu a denúncia pelo crime de latrocínio contra o acusado. “Ele alegou que, na verdade, teria tentado roubar a Samantha e que já a conhecia de outra oportunidade, em que havia pedido dinheiro emprestado à ela, mas que acabaram discutindo e, durante essa confusão, acertou uma facada nela”. Essa versão é contradita por uma testemunha que afirma que desde o início Natan tinha com objetivo roubar o celular da jovem.

O caso agora segue sob segredo de Justiça.

Defesa

De acordo com o advogado de Natan, Fausto Mochi, a defesa está trabalhando com a tese de que houve homicídio, e não latrocínio. Ele também disse que serão apresentadas novas testemunhas sobre o acontecido.

“Nós, como defesa, não cremos no crime de latrocínio. Desde o início, os indicativos e as provas que nós temos a apresentar ao juízo, na verdade, demonstram o crime de homicídio. Então, nós vamos apresentar algumas testemunhas e vamos pedir, também, a inversão dessa questão da qualificação que foi imputada ao crime. Eu acredito que, logo após, o juiz irá analisar, decidir se ele vai permanecer com o crime de latrocínio ou mudar para homicídio e, então, ele deve começar a agendar para fazer as audiências”, afirmou Mochi.

(Com informações GMC Online)

Redação

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