Foto: Danilo Martins/OBemdito
A Polícia Civil de Cruzeiro do Oeste emitiu uma nota, na manhã desta terça-feira (7), onde dá mais detalhes sobre o caso do bebê de 17 dias que foi internado em estado grave em Umuarama sob suspeita de ter sido agredido.
De acordo com a PC, a criança, que é natural de Cruzeiro do Oeste, foi internada com inúmeras lesões pelo corpo, além de paradas respiratórias. O caso mobilizou a equipe do Conselho Tutelar de Cruzeiro do Oeste e a Polícia Militar, que inicialmente deteve os pais e responsáveis pelo bebê.
Leia a nota abaixo:
“A Polícia Civil de Cruzeiro do Oeste informa que já está em diligências com o fim de apurar maiores informações sobre o caso e, no momento, os genitores do recém-nascido encontram-se na Delegacia Regional de Polícia de Cruzeiro do Oeste, sendo ouvidos pela delegada titular, Dra. Karoline Bischoff. Ressalta-se que todos os fatos estão sendo devidamente apurados com a maior rapidez possível”.
Ao fim, eles confirmaram que o recém-nascido segue hospitalizado em estado grave em Umuarama.
Um bebê de 17 dias deu entrada no Hospital Cemil de Umuarama na madrugada desta terça-feira (7) com ferimentos graves supostamente causados por agressões. Inicialmente os pais da criança, de 23 e 22 anos foram presos e encaminhados à 7ª Subdivisão Policial.
A situação aconteceu por volta da 1h da madrugada, quando os policiais foram acionados pela equipe médica pediátrica do Hospital Cemil, que informou que o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) havia trazido um bebê com sinais de agressões, vindo do município de Cruzeiro do Oeste.
No hospital, os policiais ouviram da equipe médica que o laudo constatava que a criança apresentava hematoma em tórax, múltiplas fraturas em costelas, hematomas nas pálpebras, corte na região do calcanhar, instabilidade respiratória e desidratação, tendo seu estado de saúde considerado grave e sendo necessário que ele fosse sedado e intubado para encaminhá-lo ao hospital de referência, o Cemil. No hospital também estava a conselheira tutelar de Cruzeiro do Oeste.
Em conversa com os pais da criança, estes disseram que eram os únicos cuidadores e responsáveis pelo filho, e diante dos visíveis sinais de maus tratos e agressões, receberam voz de prisão e foram encaminhados para a 7ª SDP, em Umuarama.
A explicação que o pai deu à PM foi que a criança possivelmente tenha se machucado em um esbarrão, já que dorme junto com o casal na cama. Já a mãe disse que os hematomas podem ser oriundos do parto.
A PM afirmou que conversou com a avó materna do bebê, que disse que no último sábado (4) deu banho na criança e a mesma não apresentava qualquer hematoma.
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