Paraná

Mulher procura pai que trabalhou em empresa de asfalto na região de Umuarama na década 1980

Edileide Aparecida Dias dos Santos, de 36 anos, que atualmente mora na cidade de Valinhos, em São Paulo, está procurando pelo pai biológico que ela não conheceu. Antônio Aparecido dos Santos, de 76 anos, trabalhava na região de Umuarama na década de 1980 como motorista de uma empresa de pavimentação asfáltica. Ele teria ido embora pouco tempo depois dela nascer.

Mesmo procurando saber quem era o pai desde os seus 15 anos de idade, foi apenas há cerca de dois anos que ficou sabendo sobre sua história. Isso porque, segundo ela, sua mãe Luzia Aparecida Dias de Oliveira, de 76 anos, que atualmente reside em Maringá, nunca quis falar sobre o assunto. Desde então ela tem procurado notícias sobre o pai.

“Minha mãe nunca falou sobre isso, nunca quis dar detalhes sobre a relação deles. Agora, há pouco tempo, que ela aceitou falar e contar mais detalhes”, explica.

De acordo com ela, sua mãe e seu pai, que era mais conhecido pelo apelido ‘Negão do Piche’, se conheceram em São Mateus do Sul, na região centro-sul do Paraná. Há época, dona Luzia morava em Altônia, no noroeste, e seo Antônio, em Casa Branca, distrito de Xambrê.  

“Minha mãe me contou que meu pai trabalhou fazendo o asfalto em Xambrê entre os anos de 1983 e 1984. Ele também ajudou na construção da pavimentação entre Altônia e São Jorge do Patrocínio”, detalha.

Conforme Edileide, seo Antônio tinha outra família e só foi contar para sua mãe, após ela ter engravidado. “Um dia quando ele veio trazer ela para consultar em Umuarama, ele contou que era casado e tinha três filhos, dois com a esposa e uma filha fora do casamento”, lembra.

Segundo ela, alguns meses atrás, postou uma foto dela com três meses de idade junto com sua mãe e o seu pai em um grupo de uma rede social de Xanbrê. Uma pessoa teria visto a publicação e disse que tinha conhecido seo Antônio, mas que não sabia onde ele estava residindo. “Já estive lá em Casa Branca, andei por tudo, mas não consegui nenhuma informação”, contou.

Apesar de não ter conhecido o pai, Edileide, que é natural de São João do Triunfo, no sudeste do estado, foi registrada com o sobrenome do genitor. Conforme ela, a última vez que sua mãe viu seo Antônio, foi quando ela tinha 7 meses de idade. “Depois ele foi embora e nunca mais apareceu”, diz.

Há 21 anos morando em Valinhos, Edileide segue em busca do sonho de conhecer o pai biológico, que até hoje ela só viu através de fotos. Quem tiver informações que possam levar a localização de seo Antônio, mais conhecido como ‘Negão do Piche” pode entrar em contato com ela pelo telefone (19) 99320-6020.

Rodrigo Mello

Formado em Jornalismo pelo Centro Universitário de Pato Branco (Unidep), tem especialização em Docência e Gestão do Ensino Superior pela Universidade Paranaense (Unipar). Com 23 anos de experiência, trabalhou em portais de notícia, assessoria de imprensa, TV e rádio. Foi assessor parlamentar na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e secretário municipal de Comunicação entre os anos de 2010 e 2013. Atualmente, é jornalista no portal OBemdito, onde escreve sobre política, educação, saúde, cidadania e segurança pública.

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