A dança circular é terapêutica e recomendada para pessoas de todas as idades (FOTOS: DANILO MARTINS/OBEMDITO)
O assunto tem um quê de novidade, mas fica nisso. A dança circular sempre esteve presente na história da humanidade, em celebrações, principalmente, refletindo a necessidade de comunhão e união entre as pessoas. Porém, a modernidade deu seus passos largos e a deixou esquecida por um bom tempo…
Até ser resgatada, estudada e sistematizada para se tornar terapêutica lá nos anos de 1970, na Escócia, por um bailarino clássico [Bernhard Wossien], e se espalhar pelo mundo. No Brasil, chegou dez anos depois, conquistando adeptos que buscavam nela, acima de tudo, o bem viver.
Em Umuarama está em evidência, no momento, com o trabalho da enfermeira Bruna Rabelo, especialista em saúde mental e defensora inveterada das benesses que essa expressão artística proporciona.
Tanto que deixou o emprego no Sesc, onde atuava como técnica de recreação para terceira idade, e se arriscou em empreender: abriu sua empresa para poder focar no tema como um negócio que vai atender os que queiram desfrutar dessa que é uma terapia com reconhecimento científico e já incorporada ao SUS [em práticas complementar de tratamentos].
Como autônoma, o intuito da enfermeira é ampliar oportunidades para que pessoas de todas as idades possam desfrutar das sessões que ministra, às segundas e quartas-feiras, no Amale Espaço Holístico. “Já tem muita gente aderindo e elogiando minha iniciativa”, orgulha-se, explicando a essência por trás dessa prática.
“A dança de roda proporciona equilíbrio físico, mental e espiritual; por acessar níveis de consciência mais elevados das pessoas, é considerada uma meditação em movimento”, resume. Segundo ela, o repertório musical que embala o grupo que circula dando passos simples inclui culturas universais.
“Assim, a experiência de dançar em círculo nos conecta com a energia de todos os povos”, destaca, apontando também o valor da prática como uma atividade física leve e prazerosa, que ajuda a melhorar a flexibilidade, a coordenação motora e o senso de lateralidade.
Exercitar a memória, ampliar a concentração, aliviar estresse e ansiedade e despertar alegria são outros poderes dessa modalidade de dança. “Por tudo isso é indicada também para pessoas com pré-disposição a quadros depressivos”, especifica Bruna, que fez vários cursos para se aprimorar na dança circular.
Ao deixar o conforto de um emprego formal, Bruna sabe que precisa se esforçar para, literalmente, fazer seu negócio rodar. Com traquejo, tem buscado no marketing ajuda para isso, realizando eventos para mostrar a que veio. “É um trabalho de formiguinha, que faço com amor, já que me realizo”.
Seu projeto ‘Roda Solidária’, que tem apoio da prefeitura, leva a dança circular para espaços públicos. Do ano passado para cá, já realizou nove edições, todas bastante prestigiadas principalmente por mulheres. Quem participa doa algo para entidades.
Entre as contempladas estão a Legião Feminina de Combate ao Câncer [leite], Casa da Paz [produtos de limpeza] e Lar dos Idosos [sacos de lixo]. “Eu doo o meu trabalho, elas o alimento; eu divulgo meu negócio, elas ganham mais saúde”, justifica.
A dança circular, segundo a especialista, pode ir além do campo da saúde. O método é bastante recomendado nas áreas social, de educação e empresarial; nesta, em gerenciamento e treinamento de equipes.
“Este é um nicho que pretendo explorar muito”, garante Bruna, considerando que o método é visto como um “excelente instrumento para desenvolvimento da sensibilidade e das competências que favorecem o trabalho em equipe”.
Outro interesse de Bruna é difundir a terapêutica da dança para gestantes e mães com bebês de colo. “A dança traduz a linguagem das emoções; ao dançarem, as mães vibram em frequências de fluidez, amor, paz e em ressonância harmônica com o seu bebê”, explica.
A ideia é fortalecer vínculos: “A dança abre canais do corpo para remover bloqueios; assim, a mãe calibra-se emocionalmente e o bebê sente em cada célula do seu corpinho essa calibragem de amor”.
E também exercitar presença: “Facilitando o contato com suas emoções para vivenciar de fato o presente, não na ansiedade do futuro, nem nos medos do passado”.-
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