Thiago em sua oficina: serviço nunca falta (FOTOS: DANILO MARTINS/OBEMDITO)
Parece um contrassenso: no aclamado mundo da música há muitos personagens supervalorizados no palco e poucos notados nos bastidores; mas isso não significa que não são notáveis. Entre eles estão os ‘luthiers’, os artesãos que fabricam ou consertam instrumentos musicais.
O termo é francês; em português podemos chamá-los assim: violeiros, guitarreiros ou simplesmente luteiros. Em Umuarama, um dos mais ativos instalou uma oficina na garagem da casa. É o Thiago Rodrigo Alves, 39 anos, que está no ramo desde 2018.
Ele passa o dia rodeado de violões em sua Oficina de Cordas, ajustando, consertando, polindo, pintando, colando, ou seja, recuperando instrumentos musicais danificados pelo uso. Tem clientes de cidades de toda a região de Umuarama e de outras, como Campo Mourão e sul do Mato Grosso do Sul.
“É muito serviço”, clama, mas em tom de alívio. Afinal, dedica-se quase que exclusivamente a essa arte e vive dela. Antes, era professor de violão em período integral; de oito, reduziu para duas horas/aula por dia. “Assim, tenho mais tempo para me dedicar à luteria”, justifica.
Não desistiu de ser professor porque, segundo ele, um bom luteiro tem que saber tocar: “Ensinando, a gente aprende também; além de que, quando temos esse compromisso de ensinar, nos motivamos a buscar mais aprendizado para repassar ao aluno, e nesse intuito vou ampliando minhas habilidades”.
Diz que ama as duas funções, mas a segunda permite uma formação maior para o caminho que trilha na realização do sonho de construir equipamentos musicais. “Já construí um, mas quero mais”, avisa, ressaltando que marcenaria é outra paixão.
Thiago tem no currículo vários cursos que englobam conhecimentos de manutenção, construção, pintura, entre outras técnicas, que, somadas ao seu refinamento em cuidados, resultam num trabalho exemplar. E já montou sua marcenaria, num ‘puxado’ que fez na lateral da casa.
Nos seus 80m2, o espaço é surpreendente: conta com todas as principais máquinas de uma marcenaria e muita ‘madeira’ empilhada. Ou seja, está pronta para os primeiros passos do segundo ato. “Gosto de tocar, gosto de marcenaria, juntei os dois”, reafirma.
Do se aproximar do violão e daí não largar mais, a história que o Thiago conta é interessante. “Tinha um violão em casa, do meu falecido avô, abandonado em cima do guarda-roupa… Eu olhava para ele, todos os dias, até que um dia resolvi pegar e disse pra mim mesmo: ‘Vou aprender’… E aprendi”, orgulha-se.
Ele começou a dedilhar o violão aos 15 anos, mas só aos 16 conseguiu vaga no Centro Cultural Vera Schubert para começar a estudar violão. “À época, era difícil conseguir vaga; dei sorte”, lembra.
Tornou-se professor aos 19 anos. “Tive uns 500 alunos, de crianças a pessoas de até 70 anos”, enfatiza, dizendo que dava aulas em residências, em igrejas e na casa dele.
Contato do Thiago Rodrigo Alves: (44) 99933 9697.
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