Saúde

Gestante de Umuarama vence a Covid e família comemora a saída do hospital

Camila Albertini Silva estava com 29 semanas de gestação quando recebeu o diagnóstico positivo para coronavírus. Ela conta como foi este período de angústia e amadurecimento da fé

Foto: Arquivo pessoal
Gestante de Umuarama vence a Covid e família comemora a saída do hospital
Jaqueline Mocelin
OBemdito
9 de junho de 2021 13h27

Os últimos dias foram de muita angústia para a auxiliar de escritório Camila Albertini Silva, 32 anos, e sua família. Moradora em Umuarama, ela recebeu diagnóstico positivo para a Covid há alguns dias, quando estava nas 29 semanas de gestação. Na última terça-feira (8) Camila teve alta hospitalar e a comemoração foi grande.

Camila conversou com OBemdito na manhã desta quarta-feira (9), data em que completa 31 semanas de gravidez. Já no aconchego de seu lar, acompanhada pelo esposo Carlos Henrique da Silva e a filha Valentina, de 4 anos, ela conta que está se recuperando dos dias de aflição e não está com sequelas da doença, apenas sente cansaço.

A mamãe lembra que o diagnóstico foi um verdadeiro susto. “Tive contato com uma pessoa que depois foi positivada. Fiquei ressabiada, esperei passar uns dias para fazer o teste. Comecei a sentir dor de cabeça, coriza. Fiz o teste e deu positivo. Foi um baque. Como estou grávida só pensava em ficar boa logo”, explica.

Camila diz que procurou a unidade básica de saúde e inicialmente ficou isolada em casa, pois os sintomas era leves. No oitavo dia após o diagnóstico seu estado de saúde começou a piorar. Ela esteve novamente na UBS do Bem-Estar e a médica encaminhou para o internamento. A entrada na Maternidade do Hospital Norospar aconteceu no décimo dia, quando ela se sentia ainda pior. Camila foi encaminhada para a Norospar por haver risco de ter que adiantar o parto para a retirada de Catarina.

Apesar a Maternidade da Norospar ser referência materno-infantil regional, não é referência para gestantes diagnosticadas com Covid. No entanto, com o aumento de casos em gestantes o hospital está atendendo (dependendo da gravidade de cada caso), explicou Amanda Vasques, enfermeira coordenadora da Maternidade.

“Fiquei muito assustada quando cogitaram o parto prematuro, com a possibilidade da nenê nascer com apenas 30 semanas. Chegaram a dar a medicação para amadurar o pulmão para que ela tivesse mais chances de viver caso o parto fosse necessário. Fiz muitas orações, pedi para minha família fazer também. Fui conversando com Deus e conseguindo me acalmar neste momento de aflição”, disse.

A gestante estava o tempo todo consciente. No período de internamento fez uso de máscara de oxigênio e depois apenas o cateter. Ela diz que estava com o celular e mantinha contato com a família diariamente. “Conseguia falar com eles e isso foi me dando força”.

Nos dias em que Camila esteve no hospital, a filha de 4 anos e o esposo ficaram em casa, em isolamento. Eles fizeram os exames, que tiveram resultado negativo. Depois do período de isolamento os familiares ajudaram a cuidar da menina.

MOMENTO DA SAÍDA

Camila diz que o momento em que recebeu alta médica foi a maior alegria da sua vida. “A médica passou ontem de manhã (terça-feira) para falar comigo. Eu estava bem ela disse que eu receberia alta. Fiquei muito ansiosa, liguei para o meu marido na hora. A saída foi emocionante, rever minha filha, meu esposo, meus familiares, foi demais”, comemora.

A gestante aproveitou a reportagem para agradecer publicamente a todos os integrantes da equipe médica. “Foram todos muito atenciosos, muito cuidadosos. Não tenho nem palavras para expressar esse meu sentimento, todos foram maravilhosos. Também agradecer a todos que rezaram por mim. Muitas pessoas que nem conheço fizeram orações. Obrigada”.

Questionada sobre o que este momento representou em sua vida, Camila disse que foi um período de amadurecimento de sua fé. “Veio para mostrar que tenho mais fé do que imaginava. Foi um momento de superação. Primeiro um susto muito grande, depois aquele aconchego com Deus, que me acalmou. Aprendi a esperar, um dia após o outro, como diziam os médicos, que cada dia é necessário para a melhora. E depois que essa melhora veio, a sensação de alívio pela alta hospitalar e toda a gratidão”, finaliza.

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