Política

Flávia Azevedo, candidata a deputada federal: “Eu entrei na política para meter o pé na porta”

A repórter Flávia Azevedo ganhou notoriedade por seu estilo destemido e singular de reportar os fatos no portal Umuarama News’. Na crise imposta pela pandemia e pelos escândalos de corrupção na saúde pública do município, montou guarita em frente ao Pronto Atendimento para meter a “boca no trombone” e resguardar o direito das famílias que não conseguiam vagas de internamento.

A repórter Flávia Azevedo ganhou notoriedade por seu estilo destemido e singular de reportar os fatos no portal Umuarama News. Na crise imposta pela pandemia e pelos escândalos de corrupção na saúde pública do município, montou guarita em frente ao Pronto Atendimento para meter a “boca no trombone” e resguardar o direito das famílias.

Flávia sempre foi uma crítica contumaz dos políticos que sugam o dinheiro público. Mas agora é ela quem está na política. É candidata a deputada federal pelo PL, sigla do presidente Jair Bolsonaro. Flávia Azevedo mudou de ideia?

“Eu não mudei de ideia. Ainda tem gente boa na política, sim. Mas há muita gente ruim. É bem pior do que eu pensava. É assustador. Eu sabia que tinha sujeira na política, mas nem tanto quanto eu estou vendo”, disse a repórter candidata, em entrevista a OBemdito.

Flávia não poupa nem os “caciques” do seu próprio partido. Comprou uma briga judicial com eles, por deixarem de lado as candidatas mulheres na distribuição dos fundos eleitoral e partidário, o que dificulta que façam campanha para chegar aos olhos e ouvidos dos eleitores. E a briga, ao que tudo indica, vai longe.

“Esse fundo eleitoral é uma piada escrachada. Está sendo usado para que os coronéis e as velhas raposas se perpetuem no poder. Já comecei a brigar pelo certo dentro da campanha do meu próprio partido. Se eu não brigar pelos meus direitos, como é que eu vou brigar pelos direitos dos meus eleitores”, questionou.

E acrescentou: “Não entrei na política para fazer esquema. Eu entrei para meter o pé na porta e chutar o que está errado. Meter o pé em corrupto. E sabe por quê? Porque corrupção mata”.

A candidata a deputada federal também fez duras críticas aos paraquedistas que aparecem de quatro em quatro anos em Umuarama para pedir votos e responsabilizou as lideranças que trabalham para estes políticos pelo que vier a acontecer com a cidade, diante de falta de representatividade política em Curitiba e Brasília.

 “Lideranças da nossa cidade estão importando fichas sujas, condenados por corrupção em segunda instância pela Justiça. Estão rifando nossa cidade. Acorda, Umuarama! Estão achando que a gente é trouxa? Só estão olhando para o próprio umbigo. Vocês serão cobrados lá na frente por isso”.

Uma vez eleita, o que podemos esperar de Flávia Azevedo na Câmara, em Brasília? “Uma deputada que vai brigar pelos direitos das pessoas, contra os esquemas. Corrupção mata. Vou trabalhar junto com o presidente (Bolsonaro) para fazer a faxina em Brasília e, repito, meter o pé na porta quando for necessário. Nunca tive medo de brigar e agora não vai ser diferente”.

Assista a entrevista completa.

Leonardo Revesso

Graduado em Direito pela Unipar, mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP e especializando em Neurociência do Consumo pela ESPM. Tutor da Olívia, da Ludi e da Mila. Está no jornalismo há 27 anos (iniciou aos 15). No OBemdito escreve sobre política e consumo.

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