Foto: Assessoria PMU
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) iniciou, no último domingo (31/7), o novo ano epidemiológico para acompanhamento dos casos de dengue no Paraná. Desta forma, a contagem realizada até a semana anterior foi zerada pelos municípios e um novo ciclo começou – com duração até a última semana de julho do ano que vem.
Em Umuarama, o último período sazonal da dengue terminou com 1.517 casos positivos, dentre as 3.624 notificações registradas entre agosto/2021 e julho/2022. Foram 1.512 casos contraídos no município e cinco ‘importados’ (pacientes infectados em outras cidades ou regiões).
Sete pacientes tiveram dengue com sinais de alarme e três enfrentaram quadro grave da doença. Dois óbitos foram atribuídos à doença pela Sesa.
Com resultado negativo de exames ou avaliação clínica, 2.092 suspeitas de dengue foram descartadas. A doença chegou a 105 localidades do município e quase todas as unidades básicas de saúde (UBS) registraram surto de dengue – exceção apenas da UBS Bem-Estar e dos distritos de Serra dos Dourados, Vila Nova União e Roberto Silveira.
O maior volume de casos foi confirmado na UBS Centro de Saúde Escola, na região central (359) e também houve números expressivos no Jardim Panorama (194), Guarani/Anchieta (160), Posto Central (115) e Jardim Cruzeiro (102).
Nesta primeira semana do novo ano epidemiológico, um caso de dengue já foi confirmado em Umuarama. O paciente recebeu diagnóstico positivo na UBS do Conjunto Sonho Meu.
Boletim semanal emitido pelo Serviço de Vigilância em Saúde Ambiental informa que entre o último domingo (31) e esta sexta-feira (5) foram registradas 28 notificações de casos suspeitos em todo o município – três já foram descartadas e 24 seguem em investigação, além da primeira confirmação.
“A cidade passou por um período crítico de dengue com cerca de 1,5% da população infectada, algumas pessoas com sintomas mais sérios e duas mortes confirmadas. A doença é séria e precisa ser evitada com os esforços de todos, principalmente da população, que precisa manter seus quintais limpos, organizados e sem recipientes a céu aberto, que possam acumular água”, alertou o secretário municipal da Saúde, Herison Cleik da Silva Lima.
O surto da doença exigiu um grande esforço dos agentes de combate a endemias, equipes de serviços públicos, unidades de saúde e até mesmo a aplicação de fumacê foi necessária. A maneira mais eficaz de prevenir a doença é combatendo o mosquito transmissor, que depende da água parada para se reproduzir. “A dengue merece toda a nossa atenção”, concluiu o secretário.
(Assessoria PMU)
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