Umuarama

Mais de 300 quilos de pilhas recolhidos em Umuarama são encaminhados para reciclagem

Um novo carregamento de pilhas e baterias usadas foi repassado ao Instituto Sicoob na tarde desta terça-feira (26) pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Umuarama. Nesta etapa da campanha Papa-Pilha foram em torno de 130 quilos que, somados aos 186 já entregues há alguns meses, ultrapassam 300 quilos só nos primeiros meses de 2022.

Existem vários pontos de captação desses materiais em empresas e instituições da cidade, mas a Prefeitura é responsável pela campanha em órgãos da administração municipal.

“Todas as escolas, CMEI’s e Unidades Básicas de Saúde possuem unidades coletoras de pilhas e baterias, por exemplo, que ainda não foram feitas as retiradas. Ou seja, muito mais materiais farão parte desta arrecadação que livra o meio ambiente de ser poluído por metais pesados”, comenta Fernanda Periard Mantovani, chefe da Divisão de Controle Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente.

Ela faz questão de destacar que cada vez mais as pessoas estão assimilando a importância de dar a destinação correta às pilhas e baterias usadas, sem descartá-las no lixo comum.

“Desde o início do projeto, há pouco mais de dois anos, o Papa-Pilha já repassou quase uma tonelada de materiais para o Instituto que faz a prática do reaproveitamento de vários componentes. Vale destacar que o Instituto Sicoob também investe em projetos de educação ambiental de milhares de crianças”, comenta.

Fernanda pontua que o descarte incorreto de pilhas e baterias usadas pode ter como consequência a contaminação do solo e do lençol freático.

“Esses dispositivos são muito eficientes durante sua vida útil, mas depois que não funcionam mais, se tornam um problema sério, pois são compostos de metais pesados, como o chumbo, mercúrio, níquel e cádmio, e além da contaminação do ambiente podem causar doenças renais, alguns tipos de câncer e problemas ao sistema nervoso central”, observou Fernanda.

Adriel Martins e Allana Basso Carlini, da equipe de Apoio Estratégico do Sicoob, relatam que o Instituto conta com uma central de recebimento em São Paulo e de lá o material será enviado para um aterro com tratamento químico especializado.

“A parte metálica e alguns componentes podem ser reciclados, com processos específicos. Já os materiais contaminantes são separados e recebem tratamento apropriado em outra empresa de São Paulo, para não contaminar o meio ambiente”, detalhou Allana.

(Assessoria PMU)

Redação

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