Fotos: Danilo Martins/OBemdito
Os professores de Umuarama estão concentrados desde o início da manhã desta segunda-feira (13), do lado de fora do prédio e no plenário da Câmara Municipal de Vereadores. A categoria convocará uma assembleia na quarta-feira (15) para decidir sobre um novo movimento de greve.
O grupo faz pressão pela retirada do projeto encaminhado pelo prefeito para análise e votação da Câmara, que concede o pagamento do piso nacional aos professores, entre outras providências.
A presidente do sindicato dos servidores públicos de Umuarama (Sispumu), Ligia Strugala Bezerra, classificou a medida como “tratoraço” contra o plano de carreira dos professores. A esperança dos profissionais da educação é que a comissão observe que “o projeto só pode ser alterado no intervalo de 36 meses”.
“A última alteração do plano foi em 2020, portanto, a proposta é inconstitucional. O plano de carreira deve passar obrigatoriamente por uma comissão formada pela categoria, isso não aconteceu. Os vereadores precisam analisar esses pontos, ou o prefeito que tome consciência e retire o projeto”, argumentou Lígia.
De acordo com o sindicato, 99% dos professores do município deixaram suas atividades nesta segunda-feira para participar do ato de protesto, deixando grande parte das escolas de Umuarama sem aula.
“Emitimos um comunicado com antecedência à Secretaria Municipal de Educação informando aos pais sobre a suspensão das aulas devido a adesão dos professores ao movimento”, completou Lígia.
A categoria não descarta uma assembleia para discutir um novo movimento de greve semelhante ao ocorrido no mês passado.
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