Foto de Redação Redação Publisher do OBemdito

Madrasta colocou um banquinho para criança brincar na água da máquina de lavar, diz delegado

Madrasta colocou um banquinho para criança brincar na água da máquina de lavar, diz delegado
Foto: Redes Sociais
Foto de Redação
Publicado em 13 de maio de 2022 às 11h52 - Modificado em 22 de maio de 2025 às 06h56

O delegado Fernando Zamoner da Polícia Civil de Cascavel falou na manhã desta quinta-feira (12) sobre a morte da menina Isabelly de três anos e sete meses no Country. O acidente que aconteceu no sábado (7), vésperas do dia das mães abalou a cidade.

A menina se afogou em uma máquina de lavar roupas em um apartamento.

De acordo com o delegado, a mulher estava lavando roupa na lavanderia e após tirar as roupas ela colocou um banquinho em frente ao eletro para que a menina brincasse na água, quando foi ao quarto arrumar o guarda-roupas e deixou a menina sozinha.

Após um período, conforme a autoridade policial, a adolescente sentiu falta da Isabelly, quando foram a lavanderia e não a encontraram. Elas então procuraram pela casa e olharam quando encontraram a vítima.

De imediato a menina foi retirada e o pai que trabalhava próximo ao local chamado. No imóvel ele tentou medidas para salvar a filha, quando um vizinho acionou as equipes de socorro.

Conforme o delegado Fernando, no laudo preliminar da vítima aponta causa da morte por afogamento e não foram constatados marcas de lesões e agressões na criança. Após ser concluído o documento será juntado no processo.

“A equipe de investigação conversou com o perito e em princípio não foram constatas quaisquer tipos de marcas de agressão ou de lesão na criança que indicasse que ela tenha sofrido qualquer tipo de agressão, abuso antes do fato. […] O se apura agora, especificamente nesse procedimento, é a conduta da pessoa que naquele momento estava sobre responsabilidade, com o dever de cuidar.”

Zamoner explica o motivo do caso não estar tramitando na Delegacia de Homicídios. “Hoje nesse momento, nós não trabalhamos com indicativo concreto e seguro de homicídio doloso, ou seja, aquele que há intenção de matar.”

Ele ainda enfatiza que não pode adiantar a conclusão da investigação. “A apuração vai ter que levar em conta todos os detalhe, mas que hoje do que foi até a aqui apurado, nós não temos indicativo concreto de uma ação com intenção dolosa e deliberada de tirar a vida de alguém”. 

Agora a investigação trata o caso como homicídio culposo, onde não há a intenção de matar.

Quantos aos pais, o delegado explicou que nesse momento não se verifica responsabilidade da mãe e do pai.

O homem foi ouvido duas vezes. O delegado informou que havia conflitos familiares envolvendo ele, a madrasta e a ex-esposa. “Não posso indicar que havia algo anterior, já previamente sabido de qualquer ato de violência envolvendo a madrasta e a criança, isso não”.

Até o fim do procedimento, as equipes policiais seguem ouvindo testemunhas e familiares. Até o momento seis pessoas já foram ouvidas.

(Informações Catve)

Participe do nosso grupo no WhatsApp e receba as notícias do OBemdito em primeira mão.