Umuarama

“Ela é o nosso milagre”, diz mãe de Rebecca, que há mais de 3 anos fez um transplante de medula

Com rostinho lindo e sorriso tímido a pequena Rebecca Allly segue uma vida normal após ter passado por um transplante de medula óssea em agosto de 2018. “Ela é o nosso milagre que anda e fala”, disse a mãe Patriccia Ally.

Patriccia conversou com OBemdito e explicou que a filha está passando por terapias com um psicólogo para se desvencilhar um pouco de toda história dentro de um hospital. “Nós passamos um longo período dentro de uma unidade hospitalar por conta de todo tratamento até quando conseguimos realizar o transplante”.

Rebecca, mesmo tão nova, pode ser considerada uma grande menina. Lutou bravamente até conseguir viver uma vida normal. Aos seis anos ela estuda e faz atividades como qualquer garotinha de sua idade. “Duas vezes ao ano ainda realizamos acompanhamento no hospital Pequeno Príncipe em Curitiba. Em 2023 completamos cinco anos de transplante e acredito que teremos alta médica ou um distanciamento maior entre as consultas”, informou a mãe.

O doador de Rebecca é um homem da cidade de Ji-Paraná (Rondônia) e foi 100% compatível com a menina. Patriccia explica que a família mantém contato com ele. “Criamos uma vínculo e nos tornamos uma grande família. Temos um contato direto, só não pessoalmente pela grande distância”.

Em 2021, durante um encontro emocionante e cheio de gratidão, a família de Rebecca conheceu o ‘anjo doador’, como eles o chamam. Alisson Fernando Bonomo saiu de Rondônia e foi até Umuarama para conhecer a menina. Foi um momento histórico que está guardado no coração e na mente de todos. “Nossa família é só gratidão. Hoje nós podemos viver uma vida como qualquer outra família e nossa menina pode ser uma criança normal”, finalizou.

Sobre a Rebecca

Rebecca Marchi Ally foi diagnosticada com leucemia mielóide aguda (LMA) em setembro de 2017. Patriccia e Wilfredo Ally são os pais da menina. A doença foi descoberta após ela apresentar vários episódios de febre.

Rebecca foi submetida a um tratamento intenso logo que chegou ao hospital, com diversos procedimentos, até que a família foi informada sobre o doador compatível para o transplante. Antes de receber a notícia que mudaria os rumos da vida de Rebecca e da família, foram realizadas várias campanhas em busca do doador e também para incentivar a população em geral a fazer o cadastro para doação de medula.

Cadastro de doadores

As pessoas interessadas em se cadastrar como doadores de medula precisam procurar o Hemonúcleo. Lá será preenchida uma ficha com informações pessoais e acontecerá a coleta de sangue – será retirada uma pequena quantidade de sangue para mapeamento. Os dados ficarão arquivados no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome).

Cabe salientar que o cadastro não se restringe a um único caso específico. Os voluntários poderão ser chamados para doar a medula para qualquer caso de compatibilidade que aconteça em todo o mundo – o cadastro é internacional – ou até mesmo nunca serem chamados, pois pode acontecer de não haver receptor compatível.

Redação

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