Foto: Assessoria Uopeccan
Hipertensão arterial, aumento do colesterol e triglicérides, diabetes, infertilidade, refluxo, apneia do sono e acúmulo de gordura no fígado, inclusive o câncer, são alguns dos principais fatores de risco para o desenvolvimento obesidade. De acordo com os dados do IBGE de 2019, apontam que 25% da população brasileira já é portadora dessa patologia.
“Algumas pessoas têm dificuldade de entender que a obesidade é uma doença, ela é ainda caracterizada tanto pelos profissionais de saúde e população em geral, como um distúrbio de caráter, ou seja, a pessoa não tem força de vontade. Porém isso não é verdade, tem estudos que mostram que se trata de uma doença multifatorial, e a genética pode influenciar, dependendo do grau da obesidade, não é uma questão de querer somente de controlar”, salienta o cirurgião do aparelho digestivo da Uopeccan de Umuarama, Dr. Fabio Augusto Carvalho.
Para identificar que uma pessoa está obesa, na maioria das vezes, utiliza-se o IMC, ou índice de massa corpórea, que é um cálculo que analisa o peso que a pessoa apresenta em relação à sua altura, sendo dividido em diferentes graus, 1, 2 e 3. Sendo classificada em obesidade grau 1: IMC entre 30.0 – 34.9 kg/m2; grau 2: IMC entre 35.0 – 39.9 kg/m2 e grau 3 ou obesidade mórbida: IMC igual ou superior 40 kg/m2.
O tratamento da obesidade pode ser feito com dieta para emagrecer e com a prática regular de exercícios físicos, ou até mesmo com uso de remédios indicados pelo médico para ajudar a reduzir o apetite e a compulsão alimentar, ou, em alguns casos, a cirurgia bariátrica, pois diminui a área de absorção dos alimentos pelo trato gastrointestinal, o que leva à perda de peso.
Cirurgia bariátrica
A Uopeccan de Umuarama retomou a cirurgia bariátrica através do Sus, particular e convênios por conta da pandemia da covid-19. A instituição conta com uma estrutura com equipamentos de última geração, além do acompanhamento para preparação para o procedimento e as mudanças necessárias para que o controle da doença seja sustentável com apoio de uma equipe multidisciplinar especializada como, médicos, enfermeiros, técnicos, nutricionistas, psicólogos, entre outros.
“Somos credenciados pelo SUS para realizar cirurgia, o serviço volta funcionar agora após de um período parado. O fluxo de atendimentos é organizado pela 12ª Regional de Saúde de Umuarama que direciona os municípios e encaminha os pacientes para Uopeccan. Já no Centro de Especialidades, os pacientes de convênios e particular são atendidos, onde eles mesmos podem entrar em contato com o hospital e agendar a triagem”, orienta o médico, Carvalho.
O procedimento é indicado para aqueles com índice de massa corporal (IMC) acima de 35 e que tenham doenças associadas, como pressão alta, diabetes, e gordura no fígado, ou quando o IMC é maior que 40, independentemente de ter ou não doenças. Nesses casos a cirurgia bariátrica é o tratamento com melhores resultados para obesidade. “A cirurgia bariátrica não é para ficar magro, mas para controlar uma doença. Assim como câncer tem o estágio que não precisa fazer cirurgia, e consegue tratar com a radioterapia ou quimioterapia. A obesidade em fase inicial pode ser controlada através dos medicamentos e dietas, e nos avançados com a cirurgia”, destaca.
Ainda de acordo com o médico, dez tipos de câncer estão relacionados a obesidade, entre eles, mama, endométrio, intestino, estômago, fígado, vesícula, pâncreas, ovário, tireoide e mieloma múltiplo (câncer que afeta um subtipo de células da medula óssea. “Dar acesso da cirurgia bariátrica na região noroeste e região, possibilita que os pacientes não desenvolvam doenças mais graves, geração de custos para saúde e transtornos alimentares e psicológicos”, finaliza, o Dr. Fabio Augusto Carvalho.
(Assessoria Uopeccan)
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