Foto: Reprodução YouTube
Dizem que a mulher é o sexo frágil, mas será mesmo? Como descrever a classe feminina que luta com tanta maestria em ser mulher, filha, mãe, esposa, tia, avó e ainda cuidar com os afazeres de casa e da família? Essa bravura teve início na década de 1970, com a luta histórica das mulheres para terem seus direitos igualitários.
No Dia Internacional da Mulher, 8 de março, a Uopeccan conta a história da Renata Feitosa da Silva. Há seis anos ela recebeu o diagnóstico de câncer de mama na Uopeccan de Umuarama.
“Eu estava em casa brincando com meu filho quando ele bateu a mão no meu seio e senti um nódulo, depois eu fui no Posto de Saúde fiz a consulta e me encaminharam para fazer a ultrassom. No trabalho as minhas colegas me disseram que estava tendo a campanha do Outubro Rosa na Uopeccan, fiz os exames onde o doutor confirmou que era câncer, e eu precisava passar pela cirurgia”, conta Renata.
Mas a surpresa não parou aí: no dia da cirurgia ela também recebeu a notícia de que estava grávida. “Lembro que eu gritava, as outras pacientes que estavam no mesmo quarto e as enfermeiras começaram a chorar comigo”. Com 8 semanas de gestação, Renata optou em fazer a retirada do seio direito por conta do câncer.
“Ouvir o coração batendo do bebê, você já é mãe e junto vem o sentimento materno, eu não tive dúvida que essa seria a melhor escolha. Graças à Deus deu tudo certo, na época eu fiz as sessões de quimioterapia, e depois que ganhei minha filha continuei o tratamento por dois anos”.
O câncer de mama é diagnosticado em 1 de cada 3.000 mulheres grávidas. É o tipo de câncer mais diagnosticado durante a gravidez, durante a amamentação ou no primeiro ano após o parto. Lidar com a doença não é fácil, principalmente para as mulheres que além do tratamento, em alguns casos precisam realizar a mastectomia total (retirada de toda a mama) ou quadrantectomia (remoção parcial da mama), dependendo do estágio do tumor.
“No caso da paciente, recomendamos a remoção toda da mama, com a retirada das ínguas na região axilar direita, diminuindo os riscos para mãe e o bebê. A radioterapia tem efeito maléfico para a gravidez e pode causar mal formação no feto. Além disso, alguns tipos de medicamentos utilizados na cirurgia podem induzir ao aborto”, explica o cirurgião oncológico, Dr. Erico Neimar Ferneda.
Ainda de acordo com o médico, é fundamental uma rede de apoio da família, amigos e de outras pessoas que finalizaram ou estão em tratamento. “Com esse suporte, o paciente começa ver que não está sozinho nessa batalha, e pode contar com o auxílio dessas pessoas para vencer e superar essa fase”.
Depois da retirada da mama direita, em 2017 surgiu outro tumor na mama esquerda, Renata fez a remoção e reconstrução da mama para colocar prótese mamária. Ela conta que a fé e a filha foram seus alicerces para enfrentar o câncer.
“Eu não pensei em nenhum momento na doença, somente no meu bebê. Eu saía da quimioterapia e já ia ver se estava tudo bem com ela. Larissa Vitória é tudo na minha vida, é minha vitória. Hoje eu paro e penso Deus me deu ela na força”, afirma Renata com os olhos lagrimejados.
Renata deixou uma mensagem para mulheres que estão lutando contra o câncer. “Não perca a esperança, tenha fé em Deus, faça o tratamento conforme a orientação da equipe médica, logo tudo isso vai passar. Não desista!”.
(Assessoria Uopeccan)
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