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Qual a diferença entre enxaqueca e dor de cabeça causada pela visão

As dores de cabeça são comuns no cotidiano de muitas pessoas. Em alguns casos, elas estão relacionadas a problemas oculares. […]

A médica oftalmologista Juliana Baggio, de Umuarama
A médica oftalmologista Juliana Baggio, de Umuarama
Qual a diferença entre enxaqueca e dor de cabeça causada pela visão
Redação - OBemdito
Publicado em 10 de maio de 2021 às 11h56 - Modificado em 10 de maio de 2021 às 20h02
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As dores de cabeça são comuns no cotidiano de muitas pessoas. Em alguns casos, elas estão relacionadas a problemas oculares. OBemdito conversou com uma oftalmologista, que fornece dicas para prevenir esses incômodos no dia a dia

Dados da Sociedade Brasileira de Cefaleia indicam que 95% das pessoas têm dor de cabeça pelo menos uma vez na vida. Para algumas delas, essas dores são comuns e podem ser desencadeadas por vários fatores. Uma das preocupações mais comuns é se esses incômodos são relacionados a problemas de visão, já que nem sempre se sabe as causas. 

Para esclarecer algumas dúvidas, o OBemdito conversou com a oftalmologista Juliana Baggio, de Umuarama. A médica explica que as dores de cabeça ocasionadas por problemas oculares geralmente são de intensidade leve ou mediana. 

A profissional ressalta que as doenças oculares não costumam fazer com que a pessoa sinta dor assim que acorda, o que geralmente acontece em casos de enxaqueca.

 “Os problemas de visão não causam enxaqueca. A enxaqueca é outra doença, é uma alteração que acontece na circulação intracraniana, uma vasodilatação. O que acontece é que os estímulos luminosos, quando a pessoa está em crise, faz piorar a enxaqueca. Às vezes as pessoas confundem, mas, as dores de cabeça relacionadas a erros refrativos, são leves”.

Segundo a médica, os problemas visuais podem ocasionar dores de cabeça porque, dependendo da situação, a pessoa tem que fazer um esforço para conseguir visualizar algo. “Como o olho tentará ajustar o foco o tempo todo, acaba gerando uma tensão, que ocasiona uma dor de cabeça”.

Quais os sinais?

Conforme a oftalmologista, os sinais mais comuns que denotam que a pessoa está com dores de cabeça ocasionadas por problemas de visão são quando os sintomas aparecem após a leitura, a exposição a computadores, celulares, televisão e à claridade.

 “Essas dores acontecem mais na região frontalperiorbitária (ao redor das pálpebras). É uma sensação de dor no fundo do olho”, destaca a médica.

Os erros refrativos mais comuns de causarem a cefaleia são astigmatismo,hipermetropiapresbiopia (dificuldade para enxergar de perto). A miopia, nesse caso, não costuma trazer tanto desconforto na região da cabeça. 

A principal orientação é o uso correto de óculos ou lentes de contato. 

Cuidados frequentes

Para combater as dores de cabeça relacionadas aos erros refrativos, Juliana também indica intercalar o tempo de leitura e usar aparelhos eletrônicos com pausas, visando diminuir o tempo de exposição à luminosidade artificial. 

 “Há uma indicação do 20×20. A cada 20 minutos, pare de olhar para a tela por 20 segundos”, ensina a oftalmologista.

 Outra recomendação é a utilização de lentes próprias para quem usa muito o computador e trabalha em ambientes com lâmpadas de LED. “Essas lentes são boas porque filtram a luz azul, que também é muito irritante para os olhos”, pontua.

Para quem possui frequentemente dores de cabeça relacionadas aos problemas de visão, o ideal é que se procure um médico oftalmologista frequentemente. A quantidade de idas ao médico depende da idade do paciente.

Quantas vezes ir ao oftalmologista

O recomendável é que as crianças se consultem a cada seis meses. Os adolescentes costumam variar de grau de forma rápida, por isso a indicação é que se vá ao oftalmologista a cada seis ou oito meses. Já os adultos, a cada um ano é o suficiente. 

“Evitar muito tempo em computadores e celulares, fazer pausas de leitura ajudam a amenizar, desde que o erro refrativo esteja sendo corrigido”, sustenta a especialista. 

Há também os casos de doenças estruturais nos olhos, como as lesões, tumores e inflamações, que também causam incômodos e precisam ser tratadas. Caso as dores fortes de cabeça persistam, a orientação de Juliana é para que também se procure investigar as causas neurológicas, pois os incômodos, nessas situações, podem ainda estar relacionados a outras doenças.

SERVIÇODra. Juliana Baggio, médica oftalmologista, avenida Rio Branco, 4455, fone (44) 3624-9027 – Umuarama – PR.

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