A Prefeitura de Maringá mantém uma força-tarefa para recuperar os serviços públicos e atender moradores afetados pelo temporal que atingiu a cidade na madrugada de segunda-feira (2). Em reunião realizada na noite do mesmo dia, o Gabinete de Gestão Integrada (GGI) definiu as prioridades para os trabalhos durante a noite e as primeiras horas desta terça-feira (3).
O encontro reuniu representantes do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil, das forças de segurança e de diferentes setores municipais. O plano inclui o restabelecimento da energia elétrica e do abastecimento de água, a desobstrução de ruas e a recuperação do sistema de trânsito.
O temporal provocou 363 ocorrências de queda de árvores, segundo balanço divulgado pela Prefeitura. A operação envolve 47 equipes municipais e conta com o apoio de mais de 200 voluntários, além de profissionais enviados por cidades da região.
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Recuperação da rede elétrica
A Copel mobilizou equipes de diferentes regiões do Paraná para acelerar a recuperação do fornecimento de energia. A companhia informou que novos profissionais chegariam a Maringá nesta terça-feira para reforçar o atendimento.
Após priorizar hospitais e unidades de saúde, os trabalhos se concentram na recuperação dos alimentadores de alta tensão. Esses equipamentos permitem restabelecer a energia para um número maior de consumidores.
A queda de árvores e postes danificou diferentes trechos da rede, que precisam ser reconstruídos. Segundo a companhia, a substituição de um poste pode levar cerca de quatro horas. As equipes devem continuar trabalhando durante a noite e a madrugada.
A normalização do abastecimento de água também está entre as prioridades. A Sanepar disponibilizará caminhões-pipa para atender serviços essenciais, conforme a necessidade.
Na área de mobilidade, a Prefeitura trabalha para recuperar os semáforos afetados pela falta de energia. Dos aproximadamente 220 cruzamentos semaforizados de Maringá, sete já tiveram o funcionamento restabelecido por meio de medidas emergenciais.
A Secretaria de Mobilidade Urbana também utilizará sete geradores em pontos estratégicos, principalmente na região central e no entorno do Terminal Urbano. Entre os locais contemplados estão trechos das avenidas Horácio Racanello e Tamandaré.
As equipes cruzam os registros de árvores e postes caídos com os itinerários do transporte coletivo para identificar quais vias precisam ser liberadas primeiro. Agentes de trânsito continuarão nos cruzamentos considerados mais críticos.
A retirada de árvores e a desobstrução de ruas serão intensificadas pela Defesa Civil e pelas equipes municipais. Uma das prioridades é atender moradores que não conseguem entrar ou sair de casa porque árvores ou estruturas danificadas bloqueiam os acessos.
Ocorrências desse tipo foram identificadas no Jardim Oásis, onde equipes já trabalharam para liberar entradas de residências. A intenção é concentrar os atendimentos nas primeiras horas desta terça-feira, quando a população retoma as atividades.
A Prefeitura também orienta que moradores com árvores bloqueando garagens ou impedindo a saída de veículos registrem a situação pela Ouvidoria Municipal, no telefone 156, pelo aplicativo ou pelo site da administração.
A Guarda Municipal e a Polícia Militar manterão o patrulhamento reforçado durante a noite e a madrugada. A atenção será direcionada principalmente às áreas comerciais, à região central e aos bairros mais afetados pela falta de energia, com o objetivo de prevenir furtos, vandalismo e outras ocorrências.
As forças de segurança também organizaram meios alternativos de comunicação e apoio operacional para manter os serviços em funcionamento.
Na assistência social, equipes municipais atendem famílias em situação de vulnerabilidade. A Prefeitura disponibiliza cestas básicas e mantas conforme a avaliação das necessidades de cada caso.
Até o momento da reunião, não havia registro de pessoas desabrigadas que precisassem de acolhimento municipal. A administração informou, porém, que está preparada para oferecer atendimento imediato caso surjam situações desse tipo. A capacidade de atendimento às pessoas em situação de rua também foi ampliada em 30 vagas.
Famílias que necessitarem de assistência podem procurar o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) mais próximo de casa.
O prefeito Silvio Barros afirmou que a mobilização continuará até a normalização dos principais serviços e pediu paciência aos moradores.
“Estamos vivendo uma situação muito difícil, mas nossas equipes estão trabalhando sem parar, dia e noite, para recuperar Maringá. Estamos recebendo apoio de todo o Paraná e concentrando esforços para restabelecer a energia, liberar as ruas e garantir a segurança das pessoas”, disse.
O prefeito também pediu que a população evite deslocamentos desnecessários e tenha cuidado no trânsito.
A tempestade atingiu Maringá durante a madrugada de segunda-feira (2), com chuva e rajadas de vento que chegaram a 96,8 km/h, segundo registros divulgados pelo Simepar. Entre meia-noite e 7h, o volume de chuva foi de 49,8 milímetros.
Árvores e postes caíram em diferentes regiões, imóveis foram destelhados e avenidas ficaram bloqueadas. A região central e a Vila Operária estão entre as áreas mais atingidas. Na avenida Colombo, trecho urbano da BR-376, árvores caídas comprometeram a circulação de veículos.
A ventania também destruiu parte da decoração natalina que estava sendo montada na praça Renato Celidônio, em frente à Catedral. Mais de 600 famílias receberam lonas para proteger imóveis danificados.
Diante da dimensão dos estragos, o prefeito anunciou a decretação de estado de calamidade pública. A medida permite agilizar ações emergenciais e a mobilização de recursos para a recuperação da infraestrutura.
A Prefeitura recomenda que os moradores evitem circular pelas áreas atingidas e não tentem retirar galhos próximos à rede elétrica. Em situações de emergência, a população pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 199.
(Com informações da Prefeitura de Maringá e imagens e apoio do site GMC Online)
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