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Rajadas de 96,8 km/h deixam cenário de destruição em Maringá e prefeitura decreta calamidade

Rajadas de 96,8 km/h deixam cenário de destruição em Maringá e prefeitura decreta calamidade
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Publicado em 2 de novembro de 2026 às 11h26 - Modificado em 2 de novembro de 2026 às 11h32

Um forte temporal atingiu Maringá durante a madrugada desta segunda-feira (2), feriado de Finados, e deixou um rastro de destruição pela cidade. Árvores foram arrancadas, postes caíram, imóveis sofreram danos e importantes avenidas ficaram interditadas. Diante da dimensão dos estragos, o prefeito Silvio Barros anunciou a decretação de estado de calamidade pública.

Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a cidade registrou 49,8 milímetros de chuva entre a meia-noite e as 7h. As rajadas de vento chegaram a 96,8 km/h durante a tempestade, conforme registros divulgados pela imprensa local.

A região central e a Vila Operária estão entre as áreas mais atingidas. Na avenida Colombo, trecho urbano da BR-376, a queda de árvores provocou bloqueios e comprometeu a circulação de veículos. Também foram registrados estragos nas avenidas Brasil, Tiradentes, Tuiuti e Humaitá.

Na avenida Humaitá, uma árvore caiu sobre veículos estacionados. Na rua Fernão Dias, outra atingiu o muro de uma igreja. A força do vento também derrubou a cobertura de um posto de combustíveis, danificou telhados e provocou prejuízos em diferentes estabelecimentos comerciais.

O temporal comprometeu ainda a rede elétrica e o funcionamento dos semáforos. Diversos bairros ficaram sem energia, incluindo imóveis na região central. A combinação de árvores caídas, postes danificados e equipamentos de sinalização fora de operação dificultou o trânsito durante as primeiras horas da manhã.

Estrutura de Natal é destruída

Um dos cenários mais impressionantes foi registrado na praça Renato Celidônio, em frente à Catedral de Maringá. Parte significativa da decoração natalina da Maringá Encantada, que estava sendo preparada para as comemorações de fim de ano, foi derrubada pela ventania.

Estruturas e elementos decorativos ficaram espalhados pelo chão. A destruição chamou a atenção pela dimensão dos danos em uma das áreas mais conhecidas da cidade.

No bairro Colina Verde, residências foram destelhadas e estruturas metálicas de barracões sofreram avarias. Parte das instalações do Corpo de Bombeiros também foi danificada.

Prefeitura decreta calamidade pública

Diante da gravidade da situação, o prefeito Silvio Barros anunciou a decretação de calamidade pública. A medida permite agilizar contratações emergenciais e a mobilização de recursos para atender às ocorrências e recuperar a infraestrutura danificada.

Equipes da Secretaria de Infraestrutura, da Secretaria de Limpeza Urbana e da Defesa Civil foram mobilizadas ainda nas primeiras horas da manhã para remover árvores, desobstruir ruas e prestar atendimento à população.

A prefeitura ainda realiza o levantamento dos prejuízos e não havia divulgado, até a manhã desta segunda-feira, um balanço consolidado dos danos materiais.

Risco de novos temporais

A previsão meteorológica indica que a instabilidade deve continuar ao longo desta segunda-feira em Maringá e em outras regiões do Paraná.

Segundo o Simepar, a entrada de calor e umidade provenientes do Norte do Brasil favorece a formação de áreas de instabilidade, com possibilidade de novas tempestades, principalmente na faixa norte do estado.

A Defesa Civil orienta a população a evitar áreas com árvores e postes danificados e a não tentar remover galhos próximos à rede elétrica.

Ocorrências relacionadas à queda de árvores podem ser registradas pela Ouvidoria 156 da Prefeitura de Maringá. Em situações de emergência, a população pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Samu pelo 192.

O trabalho de limpeza e recuperação da cidade continua, enquanto as autoridades avaliam a extensão dos estragos provocados por uma das tempestades mais severas registradas recentemente no município.

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Leonardo Revesso

Graduado em Direito pela Unipar, mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP e especializando em Neurociência do Consumo pela ESPM. Tutor da Olívia, da Ludi e da Mila. Está no jornalismo há 27 anos (iniciou aos 15). No OBemdito escreve sobre política e consumo.