Foto: ilustrativo/UFRJ
As esponjas marinhas passam a vida adulta fixadas a rochas, corais ou outros substratos. Apesar da imobilidade, elas sobrevivem porque bombeiam e filtram a água ao redor. Dessa forma, obtêm alimento, oxigênio e eliminam resíduos sem precisar se deslocar.
Primeiramente, a água entra no corpo da esponja por pequenos poros chamados óstios. Em seguida, percorre canais internos e chega a câmaras revestidas por células conhecidas como coanócitos. Essas células possuem flagelos que movimentam a água e ajudam a capturar partículas.
Na sequência, a corrente segue para uma cavidade central e sai por uma abertura maior, o ósculo. Além disso, células móveis distribuem nutrientes e participam de outras funções do organismo. Por isso, a esponja não depende de pernas ou músculos para fazer circular a água.
Como não perseguem presas, as esponjas marinhas se alimentam de partículas suspensas na água. Entre elas estão plânctons microscópicos e fragmentos orgânicos. Durante a filtração, os coanócitos capturam parte desse material, que é transportado para outras células.
Além disso, a água que atravessa o corpo também permite as trocas gasosas. O oxigênio dissolvido chega às células, enquanto o gás carbônico é eliminado. Assim, a respiração ocorre sem pulmões ou brânquias, por difusão entre a esponja e a água.
Para se manterem fixas e protegidas, muitas esponjas desenvolveram estruturas de sustentação. Algumas produzem espículas minerais, enquanto outras têm fibras de espongina, uma proteína flexível. No entanto, a composição varia conforme o grupo e o ambiente.
Também é comum que esponjas marinhas produzam substâncias químicas de defesa. Esses compostos podem afastar predadores e evitar a competição por espaço com outros organismos. Dessa maneira, a imobilidade é compensada por estratégias de proteção e por associações com microrganismos.
Embora os adultos permaneçam presos ao substrato, a reprodução permite a dispersão da espécie. As esponjas podem se reproduzir sexuadamente, liberando larvas que nadam por um período. Posteriormente, essas larvas se fixam em um novo local e se desenvolvem.
Além disso, algumas espécies podem se reproduzir assexuadamente por brotamento ou fragmentação. Quando um pedaço se separa e encontra condições adequadas, pode dar origem a um novo indivíduo. Assim, mesmo sem se locomover, as esponjas conseguem colonizar diferentes áreas do ambiente marinho.
Em síntese, as esponjas marinhas não precisam se deslocar porque a água traz recursos e remove resíduos. Para isso, contam com um sistema de bombeamento interno, células especializadas e estruturas de defesa. Portanto, a vida séssil não significa inatividade, mas uma forma de sobrevivência baseada no fluxo constante de água.
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