Paraná

Canhão antigranizo de montadora assusta moradores no Paraná; ouça o som

Fortes explosões provocadas por um canhão antigranizo instalado na fábrica da Renault chamaram a atenção e assustaram moradores de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O equipamento é utilizado pela montadora como uma tentativa de proteger os veículos armazenados no pátio contra possíveis danos causados por tempestades de granizo.

O barulho produzido pelo sistema pode ser confundido com trovões ou disparos. As explosões fazem parte do funcionamento do equipamento, que utiliza uma mistura de gases para gerar ondas de choque direcionadas à atmosfera.

VEJA TAMBÉM: Imagens mostram máquina que promete destruir granizo com ondas de choque

Como funciona o canhão antigranizo

O equipamento utiliza acetileno e oxigênio em uma câmara de combustão. A mistura é inflamada em intervalos regulares, provocando explosões que geram ondas de choque e se propagam em direção às nuvens.

A tecnologia se baseia na hipótese de que essas ondas possam interferir na formação das pedras de gelo durante o desenvolvimento das tempestades. O objetivo é reduzir a ocorrência de granizo e, consequentemente, evitar prejuízos aos veículos que ficam expostos nos pátios da montadora.

O acionamento é automatizado e utiliza informações meteorológicas para identificar condições favoráveis à formação de granizo. Quando o sistema detecta risco de tempestade, o equipamento pode entrar em funcionamento.

Equipamento instalado na fábrica de São José dos Pinhais é usado para tentar proteger veículos contra o granizo

Eficácia do equipamento é questionada

Apesar de ser utilizado como medida preventiva, o canhão antigranizo não tem eficácia comprovada de forma robusta pela ciência. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) afirma que não há evidências científicas suficientes de que equipamentos que emitem ondas de choque sejam capazes de impedir a formação de granizo.

A entidade ressalta que os processos atmosféricos envolvidos na formação das tempestades são complexos e que técnicas de modificação do tempo precisam ser avaliadas com base em pesquisas e observações confiáveis.

Assim, embora a Renault utilize o equipamento como uma tentativa de proteção dos veículos, não há comprovação científica robusta de que as explosões consigam evitar a formação de pedras de gelo nas tempestades.

(Com informações e imagens do site Massa.com)

Rudson de Souza

Recent Posts

Acusada de matar a própria mãe por asfixia, mulher vai a júri popular; relembre o caso

Aline Barbosa, de 39 anos, é julgada nesta quinta-feira (15) pelo Tribunal do Júri, em…

13 minutos ago

Erosões e rios transbordados deixam rodovias interditadas e mobilizam DER no Paraná

As chuvas dos últimos dias provocaram interdições e danos em rodovias estaduais do Paraná. Segundo…

30 minutos ago

Vídeo mostra criança empurrando menino de 1 ano de calçada no Paraná; veja o vídeo

A família de um menino, de 1 ano e 9 meses, tenta identificar os responsáveis…

60 minutos ago

Sons, assobios e gestos: a comunicação dos golfinhos para manter contato e localizar presas

A comunicação dos golfinhos debaixo d'água ocorre principalmente por meio de sons. Como a visibilidade…

1 hora ago

Moro e mais três senadores não votaram pelo fim da escala 6×1; Mourão foi contra

Proposta recebeu 75 votos favoráveis e apenas um contrário

2 horas ago

PR-323 e BR-272 terão serviços de conservação e manutenção nesta quinta-feira

A Concessionária realiza nesta quinta-feira (15) serviços de conservação e melhorias nas rodovias sob sua…

2 horas ago

Este site utiliza cookies

Saiba mais