Foto de Rudson de Souza Rudson de Souza Publisher do OBemdito

Gaeco de Umuarama deflagra operação contra policial civil e empresários em Cianorte

Gaeco de Umuarama deflagra operação contra policial civil e empresários em Cianorte
Operação Tanque Fantasma apura suspeitas de desvio de recursos públicos e peças de veículos apreendidos (Foto Danilo Martis/OBemdito)
Foto de Rudson de Souza
Publicado em 15 de outubro de 2026 às 08h56 - Modificado em 15 de outubro de 2026 às 08h59

O Núcleo de Umuarama do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MPPR), deflagrou nesta quinta-feira (15) a Operação Tanque Fantasma, em Cianorte.

A ação, realizada em conjunto com a Corregedoria-Geral da Polícia Civil, investiga suspeitas de peculato, receptação qualificada e associação criminosa envolvendo um policial civil e empresários.

A operação tem como foco possíveis irregularidades no abastecimento de viaturas oficiais e a suposta subtração de peças de veículos apreendidos que estavam sob custódia da Polícia Civil.

Ao todo, foram expedidos dez mandados de busca e apreensão, seis de busca pessoal e um de prisão preventiva, todos cumpridos em Cianorte. As ordens judiciais foram autorizadas pelo Juízo das Garantias da Vara Criminal do município.

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Investigação apura fraudes em abastecimentos

Uma das frentes da investigação apura a possível simulação de abastecimentos de viaturas oficiais. Conforme o Gaeco, o esquema envolveria o uso de cartões de frota para pagar por combustíveis que não teriam sido efetivamente fornecidos.

O cruzamento de registros de abastecimento com auditorias e exames periciais identificou inconsistências nas quilometragens e indícios de adulteração no hodômetro de uma das viaturas utilizadas pelo policial investigado.

O prejuízo estimado aos cofres públicos nesse caso é de R$ 42.321,47.

Peças de veículos apreendidos também são investigadas

A segunda linha de apuração envolve a possível retirada de peças e componentes de veículos apreendidos e mantidos sob responsabilidade da Polícia Civil.

Segundo as diligências, os materiais teriam sido recebidos por proprietários de estabelecimentos comerciais dos setores de autopeças e desmanches. A investigação busca esclarecer as circunstâncias dos fatos e identificar a participação de cada suspeito.

Justiça determina bloqueio de bens

Além dos mandados, a Justiça determinou o bloqueio de ativos financeiros, a indisponibilidade de dois imóveis e o acesso aos dados armazenados nos dispositivos eletrônicos apreendidos.

Também foram determinadas a suspensão da posse e do porte de armas de fogo do policial investigado e a entrega de seus itens funcionais.

O material recolhido durante a operação será submetido a análises para aprofundar a investigação e individualizar as possíveis condutas dos envolvidos.

Gaeco de Umuarama atua na investigação

A operação é conduzida pelo núcleo do Gaeco sediado em Umuarama, responsável pela atuação do Ministério Público no combate ao crime organizado, em ação integrada com a Corregedoria-Geral da Polícia Civil do Paraná.

Representantes dos órgãos envolvidos atenderiam a imprensa nesta quinta-feira (15), às 9h30, na sede do Ministério Público em Cianorte, localizada na Avenida Espírito Santo, 202, Zona 1.

Até o momento, as informações divulgadas não detalham o resultado individual dos mandados nem confirmam eventuais prisões realizadas durante a operação.

(Com informações do Ministério Público do Estado do Paraná)

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