Foto: Gazin
A Gazin, grupo empresarial com sede em Douradina, no Noroeste do Paraná, é a única representante da região de Umuarama entre as 100 maiores empresas do Estado. A companhia ocupa a 14ª posição no levantamento de 2026, elaborado pelo Grupo Amanhã em parceria com a PwC Brasil.
O ranking foi divulgado na terça-feira (13), em Curitiba, e considera os resultados financeiros de 2025. A classificação reúne empresas de diferentes setores e utiliza indicadores de patrimônio, receita líquida e lucro ou prejuízo para estabelecer as posições.
A presença da Gazin entre as maiores companhias evidencia a importância de um grupo empresarial do Noroeste em um cenário dominado por grandes empresas de energia, cooperativas agroindustriais, indústrias e instituições financeiras. Ao mesmo tempo, a ausência de outras companhias da região entre as 100 primeiras levanta questões sobre a distribuição territorial dos grandes negócios paranaenses.
A Gazin Holding S/A aparece na 14ª posição, com Valor Ponderado de Grandeza (VPG) de R$ 5,54 bilhões. A receita líquida registrada em 2025 chegou a R$ 9,41 bilhões, alta de 8,21% em relação ao ano anterior.
O desempenho coloca o grupo à frente de diversas empresas tradicionais do Paraná. A companhia atua nos segmentos de comércio atacadista e varejista e tem origem em Douradina, município próximo a Umuarama.
A posição também reforça a dimensão alcançada pelo grupo, que ultrapassou os limites do mercado regional. Entretanto, a Gazin é uma exceção entre as empresas sediadas no entorno de Umuarama que integram o ranking estadual.
A Copel e suas controladas ocupam o primeiro lugar na classificação de 2026. O grupo alcançou VPG de R$ 22,26 bilhões e receita líquida de R$ 26,12 bilhões no período analisado.
Na segunda posição aparece a Coamo, cooperativa agroindustrial com sede em Campo Mourão. A organização registrou receita líquida de R$ 26,27 bilhões, embora tenha ficado atrás da Copel no indicador que determina a classificação geral.
A Klabin ocupa o terceiro lugar, seguida pela Cooperativa Agroindustrial Lar e pela Rumo. A C.Vale, outra gigante do agronegócio paranaense, aparece na sexta posição.
A lista também inclui a Renault do Brasil, a Sanepar, a Itaipu Binacional e a Electrolux entre as dez primeiras colocadas. Os resultados mostram a diversidade dos setores que concentram as maiores estruturas empresariais do Estado.
A tabela apresenta as primeiras posições do ranking estadual de 2026, com base nos resultados financeiros de 2025.
| Posição | Empresa ou grupo | Receita líquida em 2025 |
|---|---|---|
| 1º | Copel e Controladas | R$ 26,12 bilhões |
| 2º | Coamo | R$ 26,27 bilhões |
| 3º | Klabin | R$ 20,70 bilhões |
| 4º | Cooperativa Agroindustrial Lar | R$ 24,79 bilhões |
| 5º | Rumo | R$ 13,85 bilhões |
| 6º | C.Vale | R$ 24,65 bilhões |
| 7º | Renault do Brasil | R$ 18,57 bilhões |
| 8º | Sanepar | R$ 7,21 bilhões |
| 9º | Itaipu Binacional | R$ 16,60 bilhões |
| 10º | Electrolux do Brasil | R$ 14,88 bilhões |
| 11º | Copacol | R$ 10,49 bilhões |
| 12º | Cocamar | R$ 10,71 bilhões |
| 13º | Companhia Agrícola e Pecuária Lincoln Junqueira | R$ 5,63 bilhões |
| 14º | Gazin Holding | R$ 9,41 bilhões |
| 15º | Banco Sistema | R$ 385,26 milhões |
Fonte: ranking 100 Maiores do Paraná, do Grupo Amanhã e da PwC Brasil. Valores arredondados. A posição considera o VPG, não apenas a receita líquida.
A tabela evidencia uma diferença importante entre faturamento e posição no ranking. Embora a Coamo tenha registrado receita líquida ligeiramente superior à da Copel, a companhia de energia permaneceu na liderança pelo indicador composto.
O VPG considera três componentes: patrimônio líquido, com peso de 50%; receita líquida, com 40%; e lucro ou prejuízo líquido, com 10%. Dessa forma, o ranking não representa exclusivamente as empresas que mais faturaram.
A ausência de outras empresas da região entre as 100 maiores não significa que o Noroeste paranaense não tenha atividade econômica expressiva. A região reúne negócios ligados ao comércio, à indústria, à agropecuária, aos alimentos, aos serviços e à logística.
Em Umuarama, por exemplo, há empresas industriais e comerciais que movimentam a economia local e geram empregos. Entretanto, a participação de uma companhia no ranking estadual depende de sua dimensão financeira e dos critérios específicos do levantamento.
A Gazin se diferencia justamente pela escala alcançada. Com sede em Douradina e atuação que ultrapassa o mercado regional, o grupo aparece entre as maiores estruturas empresariais do Paraná.
A concentração de empresas de grande porte em outros polos econômicos indica um desafio para a região: transformar sua atividade produtiva em negócios com maior escala, capacidade de investimento e presença em mercados nacionais.
Essa análise, porém, exige cautela. O ranking identifica as maiores empresas segundo uma metodologia específica, mas não mede sozinho o desenvolvimento econômico de cada município. Também não permite concluir que a região não tenha empresas em expansão ou empreendimentos relevantes fora da lista.
Outro destaque do levantamento é a força das cooperativas agroindustriais. Coamo, Lar, C.Vale, Copacol, Cocamar, Frísia e outras organizações ocupam posições importantes entre as maiores companhias paranaenses.
Esses grupos demonstram a capacidade do agronegócio de gerar receitas elevadas por meio da produção, do processamento, da industrialização e da comercialização de produtos. Além disso, suas operações conectam produtores rurais a mercados nacionais e internacionais.
O Noroeste também tem uma base agropecuária relevante. No entanto, a presença de uma economia ligada ao campo não garante, por si só, que uma região terá grandes empresas entre as primeiras colocadas. Para isso, também importam o grau de industrialização, a estrutura de distribuição, o acesso a capital e a expansão dos negócios.
A trajetória da Gazin mostra que empresas originadas fora dos principais centros urbanos podem alcançar dimensão estadual e nacional. Sua presença no ranking, portanto, é um indicador importante para o Noroeste, ainda que a região tenha pouca representação entre as maiores companhias do Paraná.
A lista das 100 maiores empresas oferece um retrato da concentração econômica do Paraná. Grandes companhias de energia, cooperativas, indústrias e grupos financeiros ocupam as primeiras posições, enquanto empresas de outras regiões aparecem em menor número.
Para Umuarama e municípios vizinhos, o desafio não se resume a aumentar o número de empresas. Também envolve ampliar a capacidade de produção, agregar valor às matérias-primas, atrair investimentos e fortalecer negócios que consigam competir em mercados maiores.
A presença da Gazin demonstra que esse crescimento é possível. Ao mesmo tempo, a baixa representação regional no levantamento indica espaço para discutir políticas de desenvolvimento, infraestrutura, inovação e estímulo à expansão empresarial.
O ranking não oferece uma resposta isolada para explicar essa diferença entre regiões. Ainda assim, fornece um ponto de partida para acompanhar quais municípios conseguem consolidar empresas de grande porte e quais setores podem impulsionar novos ciclos de crescimento.
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