Foto: Plantão Maringá
Um menino de 10 anos ficou em estado gravíssimo após ser atingido no pescoço por uma linha de pipa com cerol enquanto andava de bicicleta em Paiçandu, na região de Maringá. O acidente aconteceu no fim da tarde de domingo (12), Dia das Crianças, e mobilizou equipes de socorro e da Polícia Militar.
Segundo informações divulgadas pelo portal GMC, a criança não estava soltando pipa. Ela apenas passava de bicicleta pelo local quando a linha cortante atingiu seu pescoço, provocando um ferimento profundo e uma grande perda de sangue.
Devido à gravidade do ferimento, a equipe aeromédica do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada. O menino precisou ser intubado e recebeu uma transfusão de sangue de emergência.
Após os primeiros atendimentos, ele foi encaminhado inconsciente ao Hospital Universitário de Maringá. Não foram divulgadas novas informações sobre a evolução de seu estado de saúde.
Após o acidente, a Polícia Militar realizou buscas na região. Durante o patrulhamento, policiais de Sarandi localizaram e detiveram um homem cadeirante suspeito de comercializar linhas com cerol nas proximidades.
Ele foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Maringá.
A polícia investiga se a linha responsável pelo ferimento da criança foi vendida pelo suspeito. Até o momento, não há confirmação de ligação direta entre o homem e o acidente.
Diante da gravidade do caso, familiares organizaram uma corrente de orações pela recuperação do menino.
O cerol é uma mistura de cola com materiais abrasivos, como vidro moído, aplicada em linhas de pipa para torná-las cortantes. O material representa risco para pedestres, ciclistas, motociclistas e outras pessoas que passam por locais onde há pipas.
No Paraná, a Lei Estadual nº 20.264/2020 proíbe a fabricação, a venda, o transporte e a utilização de linhas cortantes.
A legislação prevê multas para quem descumprir a proibição, com penalidades maiores em casos de reincidência. Quando o responsável pela infração é menor de idade, seus responsáveis legais também podem ser responsabilizados.
Dependendo das circunstâncias, o uso dessas linhas também pode resultar em investigação criminal, especialmente quando provoca ferimentos graves ou mortes.
(Com informações do Plantão Maringá e GMC)
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