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Cataratas do Iguaçu têm volume de água sete vezes acima do normal e força retirada de grades

Cheia nas Cataratas do Iguaçu.
Foto: Urbia Cataratas
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Publicado em 13 de outubro de 2026 às 14h08 - Modificado em 13 de outubro de 2026 às 14h08

As Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, registraram um volume de água cerca de sete vezes maior que o normal nesta terça-feira (13). A vazão chegou a 11,2 milhões de litros por segundo no final da manhã, provocando a retirada preventiva das grades de proteção da passarela que leva os visitantes até as quedas.

O procedimento, que não era realizado desde 2023, foi adotado para proteger a estrutura diante da força da água. A medida ocorre enquanto a região enfrenta a elevação dos níveis dos rios devido às fortes chuvas dos últimos dias.

Segundo a concessionária Urbia+Cataratas, responsável pela visitação turística no Parque Nacional do Iguaçu, o volume de água ainda pode aumentar e alcançar 13 milhões de litros por segundo.

Para comparação, a vazão média das Cataratas é de aproximadamente 1,5 milhão de litros por segundo.

Passarela segue fechada, mas parque permanece aberto

A passarela principal das Cataratas está interditada desde domingo (11), quando o aumento do volume de água levou à adoção de medidas preventivas.

Nesta terça-feira, as equipes começaram a retirar as grades de proteção para permitir que galhos, troncos e outros materiais carregados pela correnteza passem sem exercer tanta pressão sobre a estrutura.

O protocolo de segurança determina o fechamento da passarela quando a vazão ultrapassa 8,5 milhões de litros por segundo. A reabertura dependerá da redução do volume de água e de avaliações técnicas.

Apesar da interdição, o Parque Nacional do Iguaçu continua recebendo visitantes, que podem observar as quedas a partir da Trilha das Cataratas.

Outros espaços também foram fechados temporariamente, incluindo o mirante inferior do Espaço Naipi, os circuitos São João e Espaço Usina, o Caminho do Poço Preto e a Trilha da Canafístula.

O Caminho das Bananeiras permanece fechado devido a obras.

Itaipu abre segunda calha para controlar excesso de água

A cheia também provocou mudanças na operação da Usina Hidrelétrica de Itaipu, que abriu a segunda calha do vertedouro nesta terça-feira.

O vertedouro é uma estrutura utilizada para liberar a água que não precisa passar pelas turbinas de geração de energia, ajudando a controlar o nível do reservatório.

Com duas calhas em funcionamento, a usina registrou uma vazão de 10,7 milhões de litros por segundo durante a manhã.

Segundo a Itaipu Binacional, esse volume representa 17,2% da capacidade máxima de escoamento do vertedouro.

A empresa informou que a abertura da segunda calha segue os procedimentos de segurança e não agrava as inundações nas comunidades próximas. Isso porque o volume total de água liberado permaneceu estável.

Foto: Itaipu

Cheia já atinge áreas próximas aos rios

A elevação dos rios Paraná e Iguaçu também preocupa moradores de áreas próximas às margens.

Em Foz do Iguaçu, a cheia já atingiu o Porto de Areia, no bairro Porto Meira. Segundo os dados divulgados, as residências da região começam a ser afetadas quando o Rio Paraná atinge 119 metros acima do nível do mar.

Na segunda-feira (12), a medição na região da Ponte da Amizade apontou 116,13 metros. Até o momento, as previsões não indicam que o rio alcance o nível que ameaça as casas.

No Paraguai, a situação já provocou a retirada de moradores de áreas alagadas. Mais de 100 famílias do bairro San Rafael receberam assistência das equipes de emergência da Itaipu.

Os trabalhos incluem o transporte de moradores e a retirada de móveis e pertences para locais seguros.

A Defesa Civil segue acompanhando a elevação dos rios e orienta moradores de áreas sujeitas a alagamentos a adotarem medidas preventivas.

(Com informações TN Online)

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Luiz Fernando

Luiz Fernando é estudante de Jornalismo na Universidade Estadual de Londrina (UEL) e trabalha há cinco anos no portal OBemdito auxiliando na cobertura de notícias em Umuarama e região.