Anvisa proíbe implantes hormonais e manda recolher medicamentos; veja quais
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta terça-feira (13) a proibição da venda e do uso de implantes hormonais produzidos por uma empresa brasileira. A agência também determinou a apreensão de lotes de medicamentos, incluindo tirzepatida, utilizada no tratamento do diabetes tipo 2 e no controle do peso, e uma versão suspeita de falsificação de toxina botulínica, conhecida popularmente como Botox.
As decisões fazem parte da Resolução 4.009/2026, publicada no Diário Oficial da União, e foram tomadas após a identificação de irregularidades na fabricação, comercialização e qualidade dos produtos.
Implantes hormonais estão proibidos
A Anvisa suspendeu a venda, o uso, a manipulação e a divulgação de todos os implantes hormonais estéreis produzidos pela MC Legacy Lab Produtos Médicos e Farmacêuticos.
Esses implantes são pequenos dispositivos colocados sob a pele que liberam hormônios gradualmente no organismo. Dependendo da composição, podem ser utilizados em tratamentos hormonais, mas também são comercializados para finalidades estéticas.
Segundo a agência, a empresa manipulava produtos não autorizados, vendia implantes sem receitas médicas individuais e enviava os dispositivos antes da conclusão de testes necessários para verificar sua segurança.
Tirzepatida tem lote apreendido
A Anvisa também determinou a apreensão do lote HXTZ251015 de tirzepatida produzido pela Farmausa Pharmaceutical.
A tirzepatida é uma substância utilizada no tratamento do diabetes tipo 2 e que também pode ser indicada para controle do peso. Ela age no organismo ajudando a controlar a glicose e a reduzir o apetite.
De acordo com a Anvisa, a empresa descumpriu uma determinação anterior que exigia a destruição do medicamento manipulado.
Por isso, o lote não pode ser vendido, distribuído, manipulado ou utilizado.
Farmácia tem venda de manipulados suspensa
A Pharmácia Mamede também foi alvo da fiscalização. A Anvisa proibiu a venda e a divulgação de todas as preparações magistrais produzidas pela empresa.
Medicamentos magistrais são aqueles preparados por farmácias de manipulação de acordo com uma receita específica para cada paciente.
Segundo a agência, a empresa anunciava e comercializava produtos padronizados pela internet, sem a prescrição individual exigida.
Empresas apresentam problemas em inspeções
A Anvisa proibiu o armazenamento, a venda e a distribuição de todos os insumos farmacêuticos da Naturell Indústria e Comércio, após encontrar irregularidades em uma inspeção realizada entre 29 e 31 de julho.
Insumos farmacêuticos são substâncias e materiais utilizados na fabricação de medicamentos.
Outra empresa atingida foi a Global Supplies Importação e Distribuição de Insumos Farmacêuticos.
A agência determinou o recolhimento de todos os produtos fabricados pela empresa a partir de 4 de setembro de 2026, após identificar falhas nos processos de controle de qualidade.
Também foram suspensos o armazenamento, a venda, a distribuição, a importação, a propaganda e o uso desses produtos.
Anvisa identifica suspeita de Botox falsificado
A agência determinou a apreensão do lote NDC 46785-162-03 da toxina botulínica Xeomin, após a fabricante Merz Farmacêutica identificar unidades com características diferentes das originais.
A toxina botulínica é uma substância aplicada por injeção, utilizada tanto em tratamentos médicos quanto em procedimentos estéticos para suavizar rugas.
Segundo a fabricante, os produtos suspeitos apresentavam diferenças nas datas de fabricação e validade, além de alterações na embalagem e no rótulo.
O lote está proibido de ser armazenado, vendido, distribuído, transportado ou utilizado.
Medicamento injetável é recolhido por conter corpo estranho
Por fim, a Anvisa informou o recolhimento voluntário do lote P07725A de cloreto de sódio 200 mg/mL, solução injetável produzida pela Farmarin Indústria e Comércio.
O cloreto de sódio é uma substância utilizada em diferentes tratamentos médicos. Nessa concentração, trata-se de uma solução concentrada administrada por via intravenosa, conforme indicação profissional, para situações específicas de reposição de sódio.
A fabricante identificou a presença de um corpo estranho na solução, o que compromete a qualidade do medicamento.
A lista completa das determinações pode ser consultada na Resolução 4.009/2026, publicada no Diário Oficial da União.
(Com informações Anvisa)
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