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Anvisa proíbe implantes hormonais e manda recolher medicamentos; veja quais

Pessoa segurando implante hormonal.
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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Publicado em 13 de outubro de 2026 às 13h19 - Modificado em 13 de outubro de 2026 às 13h19

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta terça-feira (13) a proibição da venda e do uso de implantes hormonais produzidos por uma empresa brasileira. A agência também determinou a apreensão de lotes de medicamentos, incluindo tirzepatida, utilizada no tratamento do diabetes tipo 2 e no controle do peso, e uma versão suspeita de falsificação de toxina botulínica, conhecida popularmente como Botox.

As decisões fazem parte da Resolução 4.009/2026, publicada no Diário Oficial da União, e foram tomadas após a identificação de irregularidades na fabricação, comercialização e qualidade dos produtos.

Implantes hormonais estão proibidos

A Anvisa suspendeu a venda, o uso, a manipulação e a divulgação de todos os implantes hormonais estéreis produzidos pela MC Legacy Lab Produtos Médicos e Farmacêuticos.

Esses implantes são pequenos dispositivos colocados sob a pele que liberam hormônios gradualmente no organismo. Dependendo da composição, podem ser utilizados em tratamentos hormonais, mas também são comercializados para finalidades estéticas.

Segundo a agência, a empresa manipulava produtos não autorizados, vendia implantes sem receitas médicas individuais e enviava os dispositivos antes da conclusão de testes necessários para verificar sua segurança.

Tirzepatida tem lote apreendido

A Anvisa também determinou a apreensão do lote HXTZ251015 de tirzepatida produzido pela Farmausa Pharmaceutical.

A tirzepatida é uma substância utilizada no tratamento do diabetes tipo 2 e que também pode ser indicada para controle do peso. Ela age no organismo ajudando a controlar a glicose e a reduzir o apetite.

De acordo com a Anvisa, a empresa descumpriu uma determinação anterior que exigia a destruição do medicamento manipulado.

Por isso, o lote não pode ser vendido, distribuído, manipulado ou utilizado.

Farmácia tem venda de manipulados suspensa

A Pharmácia Mamede também foi alvo da fiscalização. A Anvisa proibiu a venda e a divulgação de todas as preparações magistrais produzidas pela empresa.

Medicamentos magistrais são aqueles preparados por farmácias de manipulação de acordo com uma receita específica para cada paciente.

Segundo a agência, a empresa anunciava e comercializava produtos padronizados pela internet, sem a prescrição individual exigida.

Empresas apresentam problemas em inspeções

A Anvisa proibiu o armazenamento, a venda e a distribuição de todos os insumos farmacêuticos da Naturell Indústria e Comércio, após encontrar irregularidades em uma inspeção realizada entre 29 e 31 de julho.

Insumos farmacêuticos são substâncias e materiais utilizados na fabricação de medicamentos.

Outra empresa atingida foi a Global Supplies Importação e Distribuição de Insumos Farmacêuticos.

A agência determinou o recolhimento de todos os produtos fabricados pela empresa a partir de 4 de setembro de 2026, após identificar falhas nos processos de controle de qualidade.

Também foram suspensos o armazenamento, a venda, a distribuição, a importação, a propaganda e o uso desses produtos.

Anvisa identifica suspeita de Botox falsificado

A agência determinou a apreensão do lote NDC 46785-162-03 da toxina botulínica Xeomin, após a fabricante Merz Farmacêutica identificar unidades com características diferentes das originais.

A toxina botulínica é uma substância aplicada por injeção, utilizada tanto em tratamentos médicos quanto em procedimentos estéticos para suavizar rugas.

Segundo a fabricante, os produtos suspeitos apresentavam diferenças nas datas de fabricação e validade, além de alterações na embalagem e no rótulo.

O lote está proibido de ser armazenado, vendido, distribuído, transportado ou utilizado.

Medicamento injetável é recolhido por conter corpo estranho

Por fim, a Anvisa informou o recolhimento voluntário do lote P07725A de cloreto de sódio 200 mg/mL, solução injetável produzida pela Farmarin Indústria e Comércio.

O cloreto de sódio é uma substância utilizada em diferentes tratamentos médicos. Nessa concentração, trata-se de uma solução concentrada administrada por via intravenosa, conforme indicação profissional, para situações específicas de reposição de sódio.

A fabricante identificou a presença de um corpo estranho na solução, o que compromete a qualidade do medicamento.

A lista completa das determinações pode ser consultada na Resolução 4.009/2026, publicada no Diário Oficial da União.

(Com informações Anvisa)

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Luiz Fernando

Luiz Fernando é estudante de Jornalismo na Universidade Estadual de Londrina (UEL) e trabalha há cinco anos no portal OBemdito auxiliando na cobertura de notícias em Umuarama e região.