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Invasão, negociação e entrada do Bope: como foi o caso no Cmei em Curitiba

Invasão, negociação e entrada do Bope: como foi o caso no Cmei em Curitiba
Homem morre durante ação do Bope após invadir CMEI em Curitiba e ameaçar crianças. Polícia resgatou 13 alunos, e cinco foram encaminhados para avaliação médica - Foto: Cristiano Vaz/Banda B/ colaboração
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Publicado em 10 de outubro de 2026 às 09h29 - Modificado em 10 de outubro de 2026 às 10h30

Uma invasão ao Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) São Braz, em Curitiba, mobilizou forças de segurança na tarde de sexta-feira (9). Um homem entrou na unidade, manteve crianças sob ameaça e morreu durante uma intervenção do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), da Polícia Militar do Paraná (PMPR).

A ocorrência durou aproximadamente três horas e aconteceu às vésperas do Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro. Naquele dia, os alunos participavam de uma comemoração na escola e usavam penteados caracterizados.

Ao todo, a polícia resgatou 13 crianças que estavam sob ameaça. Cinco delas foram encaminhadas para avaliação médica, enquanto equipes de emergência prestaram atendimento às demais vítimas no local.

Foto: Cristiano Vaz/Banda B

Como começou a invasão ao CMEI São Braz

Segundo o coronel Alexandre Lopes Dias, o homem chegou à unidade de bicicleta, deixou o veículo do lado de fora e pulou a cerca do CMEI. Depois de entrar no estabelecimento, passou a ameaçar as crianças.

De acordo com a Polícia Militar, ele carregava uma faca, um simulacro de arma de fogo e material inflamável. O cheiro forte do produto chamou a atenção das equipes durante a ocorrência.

Informações preliminares da Guarda Municipal indicavam que 23 crianças estavam na sala invadida. Inicialmente, oito teriam sido libertadas. Posteriormente, a PM confirmou o resgate de 13 crianças mantidas sob ameaça durante a operação.

Polícia inicia negociação e retira outras crianças

Após receber o chamado pelo telefone 190, a Polícia Militar deslocou equipes do 12º Batalhão para o CMEI. Profissionais especializados em gerenciamento de crises também participaram da ocorrência.

As equipes isolaram a área para proteger a comunidade escolar e permitir as negociações. Enquanto os policiais tentavam convencer o homem a libertar as crianças, a direção e os professores retiraram os demais alunos da unidade.

Segundo o coronel Alexandre Lopes Dias, os negociadores buscaram acalmar o suspeito e as vítimas. Ao mesmo tempo, avaliaram os riscos e acompanharam a evolução da situação.

Foto: Kainan Lucas/Ric RECORD Curitiba/Colaboração

Leia também: Após negociação tensa, PM atira em homem que invadiu CMEI e resgata crianças em Curitiba

Comportamento do homem aumenta o risco às crianças

Durante as negociações, o homem passou a apresentar comportamento agressivo, tanto verbal quanto fisicamente, segundo a PMPR. Algumas crianças teriam sido seguradas de maneira violenta, e uma ou duas chegaram a se machucar.

O comandante relatou que os alunos estavam abalados, choravam e pediam para ir ao banheiro. Em determinado momento, os policiais perceberam que uma criança apresentava ferimentos visíveis no rosto.

A presença de material inflamável também elevou a preocupação das equipes. Conforme o relato policial, o homem manipulava um pano e segurava um isqueiro, enquanto ameaçava provocar um incêndio.

Bope entra na unidade após horas de negociação

Depois de aproximadamente duas horas e meia a três horas de tentativas de negociação, as equipes decidiram realizar uma intervenção tática. A decisão ocorreu diante do aumento do risco à integridade física das crianças.

“Quando percebemos que as crianças começaram a ficar em um nível de estresse mais elevado e que ele passou a agredi-las, optamos pelo adentramento tático para evitar um mal maior”, afirmou o coronel Alexandre Lopes Dias.

Segundo o comandante, durante a entrada das equipes, o homem tentou avançar para alcançar uma das crianças. Na sequência, um policial atirou contra ele, que morreu no local.

A PMPR esclareceu posteriormente que o objeto que inicialmente parecia uma pistola era um simulacro de arma de fogo. O homem também carregava uma faca e material inflamável.

Foto: Kainan Lucas/Ric RECORD Curitiba/Colaboração

Treze crianças são resgatadas e cinco passam por avaliação médica

Após a intervenção, os policiais retiraram as 13 crianças da unidade e as encaminharam às equipes médicas e aos bombeiros que aguardavam do lado de fora. Segundo o comandante, algumas vítimas choravam compulsivamente e estavam bastante abaladas.

Cinco crianças seguiram para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), por indicação das equipes de emergência ou a pedido dos responsáveis. Uma delas apresentava ferimentos visíveis no rosto, conforme o relato da Polícia Militar.

As demais receberam atendimento no local. A corporação também destacou a atuação da direção e dos professores, que retiraram outros alunos do estabelecimento durante a ocorrência.

A operação mobilizou equipes do 12º BPM, do Bope e do Comando de Aviação da PMPR. Também participaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná, a Guarda Municipal de Curitiba e a Polícia Civil do Paraná.

Motivação da invasão ainda é desconhecida

Após a intervenção, as equipes identificaram o homem. Durante a entrevista coletiva, o coronel afirmou ter recebido informações de que ele teria esquizofrenia, mas ressaltou que não foi possível confirmar a motivação da invasão.

“Não posso afirmar realmente o que ele passava ou qual era a intenção dele, o motivo pelo qual ele estava fazendo aquele atentado”, declarou.

Os policiais também encontraram uma carta durante a ocorrência. Segundo o comandante, o documento caiu quando o homem entrou na unidade, mas não foi possível confirmar quem o escreveu.

A motivação do ataque permanece sem esclarecimento, conforme as informações divulgadas durante a entrevista coletiva.

Com informações: Banda B

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