O Orkut está de volta? Atualização no site gera euforia entre antigos usuários
O Orkut voltou a movimentar a internet nesta quinta-feira (8). O site oficial da antiga rede social foi atualizado com uma mensagem do fundador, Orkut Büyükkökten, que apresenta a ideia de criar uma nova plataforma e pede o apoio dos usuários.
A novidade aumenta a expectativa entre antigos usuários sobre um possível retorno da rede social, encerrada em 2014. Por enquanto, porém, não existe uma data confirmada para o lançamento.
Até esta quinta-feira, o endereço oficial exibia uma contagem regressiva. Às 10h, no horário de Brasília, a página foi atualizada e passou a apresentar uma carta de Büyükkökten, informações sobre o projeto e um formulário para pessoas interessadas em apoiar a iniciativa.
Fundador critica redes atuais
Na carta, Büyükkökten faz críticas ao modelo adotado pelas principais redes sociais. Segundo ele, os algoritmos passaram a priorizar o engajamento e o tempo de permanência dos usuários.
A proposta apresentada pelo fundador recupera uma das características mais marcantes do antigo Orkut: as comunidades formadas por pessoas com interesses em comum.
A ideia é aproximar novamente usuários a partir de afinidades, em vez de concentrar a experiência apenas no consumo de conteúdo determinado por algoritmos.
O projeto também prevê o uso de inteligência artificial para ajudar as pessoas a encontrar outras com interesses semelhantes e estabelecer novas amizades.
Campanha ainda não garante uma nova rede
Apesar da atualização do site, o novo projeto ainda está em fase de mobilização. Não é possível criar uma conta, acessar comunidades ou utilizar funcionalidades da antiga plataforma.
O principal recurso disponível é um formulário para que os interessados demonstrem apoio à criação da nova rede social. Para participar, é preciso ter 18 anos ou mais, informar um endereço de e-mail e o país de residência. Nome e telefone são opcionais.
Depois do cadastro, o usuário recebe um código que permite gerar gratuitamente um cartão digital de apoiador. O material pode ser compartilhado nas redes sociais.
A iniciativa busca ampliar a divulgação e reunir o maior número possível de pessoas interessadas. O site não pede doações nem pagamentos para participar da campanha.
A política de privacidade da Orkut Inc. informa que os cadastros serão utilizados para medir o interesse na criação da plataforma. Os cartões também possuem códigos que permitem identificar quantas pessoas chegaram ao site por meio dos compartilhamentos.
A página incentiva os visitantes a ajudar a reunir milhões de assinaturas, mas não informa qual seria o número mínimo de apoiadores necessário para que o projeto avance.
Os termos de uso também deixam claro que a participação na campanha não garante a criação de uma conta, a reserva de um nome de usuário ou acesso antecipado à plataforma.
Comunidades voltam ao centro da proposta
A ideia apresentada por Büyükkökten coloca as comunidades novamente no centro da experiência.
Na carta, ele cita grupos que reuniam pessoas com interesses específicos, como moradores de determinada região, passageiros de uma mesma linha de ônibus ou usuários unidos por hábitos e preferências.
A inteligência artificial seria utilizada para facilitar esses encontros. Ainda não há, no entanto, detalhes sobre quais ferramentas seriam oferecidas ou como funcionariam.
O fundador também critica a presença de bots, conteúdos produzidos artificialmente e deepfakes nas redes sociais. A proposta, segundo o material divulgado, é priorizar interações entre pessoas reais.
Até agora, não foram apresentadas imagens da interface da nova plataforma, uma lista definitiva de recursos ou uma previsão para o início do funcionamento.
O antigo Orkut
Criado em janeiro de 2004, o Orkut foi desenvolvido por Orkut Büyükkökten, então funcionário do Google. A rede social ganhou enorme popularidade no Brasil durante os anos 2000, especialmente por causa das comunidades e dos recursos de interação entre usuários.
A plataforma foi encerrada em 2014, após uma década de funcionamento. Até o momento, não há indicação de que os antigos perfis, mensagens, fotos ou comunidades poderão ser recuperados caso uma nova versão da rede social seja lançada.
Assim, embora o retorno do site reacenda a nostalgia de milhões de antigos usuários, o projeto ainda depende da adesão do público e não representa, por enquanto, a confirmação de que o Orkut voltará a funcionar como rede social.
(Com informações do site Canaltech)
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