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Filipe Barros e Deltan Dallagnol são eleitos para o Senado pelo Paraná

Filipe Barros e Deltan Dallagnol são eleitos para o Senado pelo Paraná
Filipe Barros e Deltan Dallagnol lideram a eleição para o Senado pelo Paraná em 2026. Dallagnol ainda depende de decisão definitiva do TSE - Foto: Câmara dos Deputados
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Publicado em 4 de outubro de 2026 às 19h36 - Modificado em 4 de outubro de 2026 às 19h36

Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) foram os mais votados na disputa pelas duas vagas do Paraná no Senado Federal. A eleição ocorreu neste domingo, 4, durante o primeiro turno das Eleições 2026.

Com 94,06% das seções apuradas, Filipe Barros aparecia em primeiro lugar, com 27,29% dos votos. Deltan Dallagnol ocupava a segunda posição, com 25,31%.

Alexandre Curi (Republicanos) aparecia em terceiro, com 16,68% dos votos. Gleisi Hoffmann (PT) também ficou fora das duas vagas destinadas ao Paraná nesta eleição.

O resultado representa uma renovação das duas cadeiras paranaenses que estavam em disputa. Flávio Arns e Oriovisto Guimarães, atuais senadores, não concorreram à reeleição em 2026.

Filipe Barros chega ao Senado

Natural de Londrina, Filipe Barros tem 35 anos e construiu sua trajetória política no município. Ele foi eleito vereador em 2016 e chegou à Câmara dos Deputados em 2018.

Em 2022, Barros conquistou a reeleição para deputado federal pelo Paraná. Agora, com a vitória para o Senado, ele amplia sua atuação no Congresso Nacional.

Durante a campanha, o candidato defendeu pautas relacionadas à segurança pública, infraestrutura, agronegócio e proteção das fronteiras. Ele também apresentou propostas para mudanças no Poder Judiciário.

Barros afirmou após votar em Londrina que pretende levar uma proposta de reforma do Judiciário ao Senado. Entre as ideias apresentadas está a criação de mandato para ministros dos tribunais superiores.

Deltan Dallagnol fica com a segunda vaga

Deltan Dallagnol, ex-procurador da República, ficou com a segunda vaga do Paraná na apuração. Ele ganhou projeção nacional durante a atuação na força-tarefa da Operação Lava Jato, em Curitiba.

Depois de deixar o Ministério Público Federal, Dallagnol disputou uma vaga na Câmara dos Deputados em 2022. Ele foi eleito naquele ano com 344.917 votos, mas teve o mandato cassado pelo TSE em 2023.

A eleição para o Senado ocorreu em meio a uma disputa judicial sobre o registro da candidatura. Neste domingo, o presidente do TSE, ministro Nunes Marques, suspendeu uma decisão que havia indeferido o registro.

Com a decisão, a candidatura passou a constar como deferida com recurso. Os votos de Dallagnol foram contabilizados, mas a validade definitiva da candidatura depende de julgamento do plenário do TSE.

Renovação da bancada

A eleição de Barros e Dallagnol muda a composição da bancada paranaense no Senado. As duas cadeiras em disputa pertenciam a Flávio Arns e Oriovisto Guimarães, que não buscaram novo mandato.

O Paraná mantém ainda uma terceira cadeira no Senado, ocupada atualmente por Sergio Moro. O parlamentar disputa o Governo do Paraná nas eleições deste domingo. Caso seja eleito governador, seu suplente deverá assumir a cadeira no Senado.

Em 2026, cada eleitor escolheu dois candidatos ao Senado. O modelo ocorre porque 54 das 81 cadeiras da Casa estão em disputa neste ciclo eleitoral, com duas vagas para cada estado e o Distrito Federal.

A apuração oficial continua até a totalização completa dos votos. No caso de Dallagnol, a definição jurídica sobre o mandato dependerá da decisão definitiva da Justiça Eleitoral.

Fonte: Tribunal Superior Eleitoral e informações de veículos de imprensa sobre a apuração.

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