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MP denuncia mulher que teria incendiado casa por ciúmes e matado homem em Moreira Sales

Residência pegando fogo.
Foto: Reprodução/Redes Sociais
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Luiz Fernando - OBemdito
Publicado em 30 de setembro de 2026 às 17h11 - Modificado em 30 de setembro de 2026 às 17h11

Uma mulher de 42 anos foi denunciada pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) por homicídio em Moreira Sales após um homem morrer carbonizado no incêndio de uma residência. Segundo a denúncia, ela teria colocado fogo na casa por ciúmes com a intenção de matar o namorado, mas quem morreu foi um amigo dele que dormia no imóvel.

O crime aconteceu na madrugada de 28 de agosto, no distrito de São Luiz. A denúncia criminal foi apresentada pela 1ª Promotoria de Justiça de Goioerê, comarca da qual Moreira Sales faz parte.

De acordo com a ação penal, momentos antes do incêndio, a mulher teria discutido em via pública com o namorado, que morava na residência, e feito ameaças contra ele.

Conforme sustenta o Ministério Público, motivada por ciúmes e com a intenção de matá-lo, ela ateou fogo ao imóvel. O namorado, porém, não foi a vítima fatal.

Um amigo dele estava hospedado temporariamente na casa e dormia no momento em que o incêndio começou. O homem acabou morrendo carbonizado.

MP aponta quatro qualificadoras

A mulher foi denunciada por homicídio qualificado. O Ministério Público atribuiu ao crime as qualificadoras de motivo fútil, emprego de meio cruel, perigo comum e utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima.

Segundo a Promotoria, o perigo comum decorre do risco causado pelo incêndio à vizinhança. Já a dificuldade de defesa está relacionada ao fato de a vítima ter sido surpreendida pelas chamas enquanto repousava durante a madrugada.

A denúncia representa a acusação apresentada pelo Ministério Público à Justiça. Caberá ao Judiciário analisar o processo e, posteriormente, decidir se a acusada será levada a julgamento pelo Tribunal do Júri.

MP pede Júri e indenização à família

A Promotoria de Justiça pediu que a mulher seja julgada pelo Tribunal do Júri e que seja mantida sua prisão preventiva. Atualmente, ela está detida na Cadeia Pública de Goioerê.

O MPPR também requereu a fixação de uma indenização mínima de R$ 50 mil por danos morais, caso haja condenação. O valor deverá ser destinado aos familiares da vítima.

(Com informações MPPR)

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