Jaqueline Mocellin Publisher do OBemdito

Obras na ponte do Rio Piquiri chegam a 97,68%, mas Dnit adia liberação do tráfego

A previsão é que o tráfego na ponte seja liberado na primeira quinzena de outubro - Foto: Danilo Martins/OBemdito (proibida a reprodução sem autorização)
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Jaqueline Mocellin - OBemdito
Publicado em 29 de setembro de 2026 às 14h57 - Modificado em 29 de setembro de 2026 às 14h57

A obra de recuperação da ponte sobre o Rio Piquiri, entre os municípios de Francisco Alves e Terra Roxa, chegou a 97,68% de execução. Porém, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informa que precisou adiar a liberação do tráfego.

OBemdito solicitou informações atualizadas ao órgão federal nesta terça-feira (29) e recebeu uma nota com os detalhes.

A previsão inicial é de que o trânsito voltasse a fluir pela travessia ainda no mês de setembro e o cronograma de serviços estava sendo seguido. Contudo, o processo de secagem do concreto, conhecido como cura, demanda mais tempo. Por isso, o Departamento adiou a liberação.

A nota do Dnit informa que “as principais etapas de recuperação da estrutura já foram concluídas. Neste momento, as equipes trabalham nos últimos ajustes necessários para a liberação da ponte ao tráfego”.

E acrescenta: “a expectativa é que a ponte seja liberada na primeira quinzena de outubro, após a conclusão das etapas finais e a confirmação de que o concreto utilizado na recuperação atingiu a resistência necessária para garantir a segurança da circulação dos veículos”.

O Dnit lembra que até a abertura da ponte, a travessia por balsas seguirá em operação. Apenas quando ocorrer a liberação do tráfego é que o sistema de travessia por embarcações será encerrado.

A ponte sobre o Rio Piquiri está localizada no km 541,79 da BR-272/PR. A reforma recebe investimento aproximado de R$ 12,4 milhões, que visa garantir a integridade da estrutura.

A ponte esta interdita há cerca de um ano – Foto: Dnit/OBemdito (proibida a reprodução sem autorização)

Interdição e travessia

Em virtude das obras de recuperação, o tráfego na ponte permanece interditado para todos os tipos de veículos até a conclusão dos serviços. Para garantir a plena execução das obras e a segurança viária na região para usuários e trabalhadores, a travessia no local acontece por meio de balsa.

Desde o dia 9 de setembro o serviço de travessia deixou de operar 24 horas por dia. Conforme o Dnit, uma das embarcações passou a funcionar das 6h30 às 20h30 e a outra das 7h às 17h.

Além disso, há restrições de tráfego. Por enquanto, a travessia está permitida exclusivamente para motocicletas, automóveis de passeio e caminhões de até 3 eixos (apenas vazios).

Os motoristas que trafegarem pelo trecho devem ficar atentos às sinalizações, que indicam as restrições e alternativas de rota. Um desvio começa pela entrada do município de Terra Roxa, no km 553 da BR-272, com retorno à rota em Francisco Alves, no km 521, da BR-272. O desvio por Palotina, passa pelas rodovias PR-182 e PR-364. O percurso aumenta cerca de 40 quilômetros.

Em caso de dúvidas, os motoristas podem entrar em contato com a concessionária EPR Paraná pelo 0800 369 0376.

Leia também: Obras na ponte fazem balsa entre Guaíra e Paraguai voltar à rotina e despertar lembranças.

Foto: Jaqueline Mocellin/OBemdito – Proibida a reprodução

Importância logística da ponte sobre o Rio Piquiri

A BR-272/PR é um importante eixo logístico no Paraná, responsável por conectar municípios como Terra Roxa, Guaíra e Francisco Alves. A rodovia desempenha papel estratégico no escoamento da produção agrícola, com destaque para culturas como soja e milho, além de ser fundamental para o transporte de cargas na região.

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