Rudson de Souza Publisher do OBemdito

Vizinhos derrubaram muro para tentar salvar menino atacado e morto por cão; saiba mais

Animal, que seria uma cruza com pit bull, atacou a criança no quintal de casa (Foto TN Online)
OBemdito
Rudson de Souza - OBemdito
Publicado em 24 de setembro de 2026 às 15h13 - Modificado em 24 de setembro de 2026 às 15h13

Um menino de 8 anos morreu nesta quinta-feira (24) após ser atacado por um cachorro da família no Residencial Viverti, em Apucarana, no Norte do Paraná. A ocorrência foi registrada nas proximidades do Solo Sagrado, na região do Clube de Campo Água Azul.

Segundo as primeiras informações da Polícia Civil, a criança estava no quintal da residência e brincava com o animal quando o ataque começou. O cão, segundo o delegado responsável pelo caso, era uma cruza com pit bull.

LEIA TAMBÉM: Criança morre após ataque de cão da raça pitbull pertencente à própria família; vídeo

Vizinhos perceberam a situação e tentaram entrar no imóvel para socorrer o menino. Como o acesso estava bloqueado, eles derrubaram parte do muro e retiraram o portão da frente da residência.

O cachorro também avançou contra as pessoas que tentavam interromper o ataque. Diante da situação, populares sacrificaram o animal ainda no local.

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas, mas encontraram a criança já sem vida.

O guarda municipal Antunes, que atendeu a ocorrência, relatou que as primeiras informações indicavam a presença de outras duas crianças na residência.

“Segundo informações, tinha mais duas crianças na residência. A mãe não estaria no local, trabalhando.”

De acordo com o agente, o cenário encontrado pelos guardas indicava que os moradores haviam tentado agir rapidamente para conter o ataque.

“A gente recebeu a informação de que um cachorro havia atacado uma criança aqui no bairro. Então, rapidamente, nós nos deslocamos até aqui e, ao chegar, nós já visualizamos a criança sem vida e o cachorro também.”

Ataque surpreendeu familiares

As primeiras informações colhidas pela Guarda Municipal apontam que o cachorro mantinha convivência aparentemente tranquila com a família. O animal havia sido adotado ainda filhote e estava na residência havia aproximadamente três meses.

Segundo os relatos iniciais, ele dividia o espaço com uma cadela de menor porte e um gato e não apresentava histórico conhecido de comportamento agressivo.

“Relatos dos familiares indicam que o cachorro era aparentemente dócil e estava brincando com a criança. E do nada atacou”, afirmou Antunes.

O delegado-chefe da 17ª Subdivisão Policial (SDP) de Apucarana, Marcus Felipe da Rocha Rodrigues, informou que os investigadores ainda tentam identificar o que desencadeou a reação do animal.

“A gente está apurando agora se alguma coisa possa ter atiçado o animal, algum barulho, fogos, bomba, mas essas informações não foram confirmadas até o presente momento.”

A agressão atingiu principalmente a região do rosto e do pescoço. As outras duas crianças que estavam na residência não foram atacadas.

Polícia apura circunstâncias

A Polícia Civil também vai investigar as condições em que as crianças estavam na residência no momento da ocorrência. Conforme o delegado, a família contava com o apoio de uma avó que mora nas proximidades e havia sido indicada como retaguarda para situações em que as crianças precisassem de auxílio.

No imóvel também estava uma adolescente de 13 anos, cuja presença e responsabilidade pelos demais menores serão analisadas durante a investigação.

“O fato de as crianças estarem sozinhas na residência vai ser averiguado com calma, até porque tinha uma adolescente na residência, que em tese estaria ali tomando conta das demais crianças.”

A Polícia Científica e o Instituto Médico Legal (IML) foram acionados após a ocorrência. O local foi isolado para os trabalhos periciais e o corpo do menino foi encaminhado para os procedimentos legais.

A investigação deverá ouvir familiares, vizinhos e pessoas que participaram da tentativa de socorro. A partir dos depoimentos e dos demais elementos reunidos, a Polícia Civil vai avaliar as circunstâncias da morte e eventual responsabilidade relacionada à guarda do animal.

O delegado ressaltou que ainda não é possível apontar uma conclusão jurídica sobre o caso. “Ainda é muito prematuro para afirmar qualquer tipo de situação. Só o inquérito policial e a oitiva dos vizinhos e familiares vão poder dar uma definição jurídica a respeito desses fatos.”

(Com informações da TNOnline)

Participe do nosso grupo no WhatsApp e receba as notícias do OBemdito em primeira mão.