Rompimento na BR-467 bloqueou o acesso direto entre Adrianópolis e Curitiba após as fortes chuvas (Foto Polícia Rodoviária Federal)
As chuvas intensas que atingem o Paraná desde quarta-feira (9) provocaram a elevação dos rios no Vale do Ribeira e agravaram os impactos na infraestrutura da região. Há pontos de rodovias interditados, danos nas redes de água e energia e milhares de moradores afetados.
De acordo com o boletim divulgado pela Defesa Civil na manhã desta segunda-feira (14), 2.468 pessoas precisaram deixar suas casas em todo o Estado.
Em Rio Branco do Sul, duas pessoas são procuradas depois que um carro foi arrastado pela correnteza durante uma enxurrada.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o motorista e um passageiro tentaram atravessar uma ponte que estava submersa na manhã de domingo (13). O veículo acabou sendo levado pela água.
O carro foi localizado no rio Ribeira. As equipes de bombeiros continuam as buscas pelos dois ocupantes.
Adrianópolis está sem acesso por Curitiba. No momento, a única ligação disponível é pelo estado de São Paulo. O isolamento ocorreu após o rompimento integral de um trecho da BR-467, no quilômetro 6.
Em Tunas do Paraná, a situação também afeta o trânsito. A BR-476 está totalmente interditada no quilômetro 46 após uma queda de barreira bloquear a pista.
O Governo do Paraná instalou um Gabinete de Gestão Integrada (GGI), coordenado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), para organizar as ações de resposta aos impactos das chuvas em conjunto com órgãos federais e municípios.
Segundo o GGI, os municípios em situação mais crítica são Adrianópolis, Cerro Azul e Tunas do Paraná. As cidades enfrentam problemas no abastecimento de água, no fornecimento de energia elétrica e no acesso à internet.
Em Cerro Azul, a cheia dos rios Ribeira, Turvo e Ponta Grossa provocou alagamentos. Moradores estão sendo retirados de suas casas com auxílio da Defesa Civil.
O governador Ratinho Junior (PSD) participa nesta segunda-feira de uma reunião no posto de comando instalado em Cerro Azul. O encontro tem como objetivo definir as próximas frentes de trabalho.
Os registros do Simepar mostram a dimensão do volume de chuva em Cerro Azul. Até o dia 12, o município havia acumulado 228,6 milímetros de precipitação em setembro.
A média histórica para todo o mês é de 105,6 milímetros. Ou seja, em apenas parte do mês, o volume registrado já havia ultrapassado o dobro da média mensal.
A Copel informou que 11.795 clientes permaneciam sem energia elétrica na região do Vale do Ribeira na manhã desta segunda-feira.
A maior parte dos desligamentos está em Cerro Azul, com 7.432 unidades afetadas. Adrianópolis tinha 3.167 clientes sem energia, Doutor Ulysses, 881, e Tunas do Paraná, 315.
Segundo a companhia, os danos foram provocados principalmente pela queda de árvores de grande porte sobre circuitos que abastecem a rede de distribuição.
O impacto provocou quebra de postes, rompimento de cabos e danos em equipamentos.
A Copel informou ainda que alguns trechos precisarão ser reconstruídos. Há pontos localizados em áreas alagadas ou sem acesso para caminhões, o que dificulta a execução dos serviços.
“Há trechos de rede elétrica que precisarão ser reconstruídos, muitos deles em áreas alagadas ou sem acesso para caminhões”, informou a empresa.
O Gabinete de Gestão Integrada foi criado pelo governo estadual para centralizar a atuação diante dos efeitos das chuvas. A estrutura reúne ações com órgãos federais e prefeituras dos municípios atingidos.
Enquanto as equipes trabalham nas áreas afetadas, a situação permanece mais grave em Adrianópolis, Cerro Azul e Tunas do Paraná, onde os transtornos atingem serviços essenciais e o deslocamento da população.
(Com informações do Simepar e imagens da PRF)
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