Professor Jorge Campos adota três irmãos em São José do Rio Preto e evita a separação das crianças durante a formação da nova família - Foto: reprodução Record Rio Preto
O desejo de ser pai levou o professor Jorge Campos a mudar a própria rotina em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Após anos de preparação, ele decidiu adotar.
Jorge entrou sozinho no processo e recebeu três irmãos em sua família. A decisão também permitiu que as crianças permanecessem juntas durante a formação do novo núcleo familiar.
A chegada das crianças ampliou o projeto de paternidade de Jorge. Ele decidiu acolher três irmãos que já mantinham uma relação afetiva construída antes da adoção.
A permanência conjunta evitou uma ruptura importante na trajetória dos menores. A preservação dos vínculos entre irmãos é considerada pelo sistema brasileiro de adoção.
Grupos de irmãos podem enfrentar dificuldades maiores para encontrar pretendentes. O mesmo ocorre com crianças mais velhas, adolescentes e menores com necessidades específicas.
Esses perfis costumam encontrar menos possibilidades de colocação em uma nova família. Por isso, a manutenção dos vínculos entre irmãos ganha importância durante o processo de adoção.
Em entrevista à Record Rio Preto, Jorge contou que passou anos se preparando antes de iniciar o processo. A adoção solo integrou esse projeto de vida.
Ser solteiro não impede uma pessoa de adotar no Brasil. O Estatuto da Criança e do Adolescente permite a adoção por maiores de 18 anos, independentemente do estado civil.
A modalidade é conhecida juridicamente como adoção monoparental. O procedimento exige análise documental, avaliação profissional e preparação dos pretendentes à adoção.
As etapas buscam verificar se o interessado possui condições adequadas para receber uma criança ou adolescente. O objetivo também envolve garantir segurança e estabilidade ao novo ambiente familiar.
As dificuldades encontradas por alguns grupos de irmãos também levaram o sistema de adoção a ampliar estratégias para encontrar pretendentes.
O Conselho Nacional de Justiça mantém iniciativas para aproximar crianças e adolescentes de pessoas habilitadas para adotar. A medida busca ampliar as possibilidades de formação familiar.
A aproximação considera a preparação dos pretendentes, além dos vínculos e das necessidades individuais de cada criança ou adolescente.
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Para Jorge, a realização do sonho de ser pai trouxe mudanças profundas para a rotina. Ele passou a organizar a vida ao lado dos três filhos.
A adaptação também envolveu acompanhar o desenvolvimento escolar das crianças. Segundo o professor, os resultados mudaram após a chegada à nova família.
“É muito gratificante ver como eles eram e como eles ficaram. Os três chegaram aqui em casa sem saber ler e escrever. Hoje eles são os melhores da turma! Não porque eu sou professor, mas porque teve acolhimento, teve carinho e muita escuta”, contou Jorge.
A história reúne duas trajetórias marcadas pela mudança. De um lado, está um homem que decidiu construir a paternidade sozinho.
Do outro, estão três irmãos que encontraram uma nova família sem precisar se separar. A adoção preservou o vínculo entre as crianças.
Com informações: Banda B/Record Rio Preto
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