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Endocrinologista alerta que uso de canetas emagrecedoras pode causar perda muscular

Endocrinologista alerta que uso de canetas emagrecedoras pode causar perda muscular
Foto: Cristian Camilo/Divulgação
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Publicado em 22 de agosto de 2026 às 17h40 - Modificado em 22 de agosto de 2026 às 17h40

O uso de medicamentos popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras tem se mostrado eficaz no combate à obesidade. Porém, também é associado a casos de deficiência de vitaminas e perda de massa muscular. Sobretudo quando não há mudança de hábitos relacionados à alimentação e atividade física.

Em entrevista à Agência Brasil, o endocrinologista membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e coordenador do Departamento de Farmacoterapia da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso), Marcio Mancini, explica que esse tipo de medicamento – da classe dos agonistas do receptor GLP 1 – pode causar deficiência de micronutrientes e perda excessiva de massa muscular se não houver um acompanhamento adequado.

Segundo ele, o forte efeito de redução do apetite e de atraso do esvaziamento do estômago fazem com que os pacientes, muitas vezes, reduzam drasticamente a ingestão de alimentos, o que pode levar a um consumo insuficiente de proteínas e vitaminas.

“Quando o tratamento é iniciado, é preciso dar prioridade à densidade nutricional. O foco principal não deve ser apenas reduzir o tamanho das porções, mas garantir que as pequenas refeições sejam ricas em nutrientes.”

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O médico sugere metas de proteína de aproximadamente 1,2 grama/quilo/dia para indivíduos jovens e saudáveis, e de 1,5 grama/quilo/dia para idosos ou pessoas em risco de sarcopenia (perda de massa muscular.

Acompanhamento de massa magra

De acordo com o especialista, também é essencial fazer o acompanhamento da quantidade de massa magra. Este acompanhamento acontece por meio de exames como a bioimpedância, em consultório, e  densitometria de corpo inteiro, em laboratório.

Outra estratégia é testar a função muscular por meio de testes de força de preensão manual (hand grip). A intenção é evitar que a perda de músculo ultrapasse 25% de todo o peso perdido.

Mancini destaca que as queixas mais comuns associadas ao uso de canetas emagrecedoras sem supervisão adequada incluem queda e afinamento de cabelo e sintomas gastrointestinais persistentes. Entre eles, náusea, constipação, flatulência e sensação de estufamento mais intensos que o normal.

Estratégias

Para evitar tais situações, o endocrinologista lista algumas estratégias comportamentais e dietéticas:

  • fazer consumo fracionado das refeições (pequenas, frequentes e densas em nutrientes ao longo do dia);
  • consumir alimentos ricos em proteína logo no início da refeição, momento em que a sensação de saciedade precoce ainda é menor;
  • evitar alimentos muito gordurosos, que costumam provocar náuseas;
  • aumentar o consumo de fibras e líquidos para combater diretamente os efeitos colaterais gastrointestinais.

Já os sinais de alerta a serem monitorados por quem utiliza esse tipo de medicação, no intuito de evitar a desnutrição incluem:

  • diminuição da força física ou da mobilidade no dia a dia, que pode indicar desenvolvimento de sarcopenia (especialmente perigosa em idosos);
  • alterações de exames de laboratório, como redução do nível de vitamina D, potássio, magnésio, ferro e vitamina B12;
  • restrição alimentar excessiva com perda completa do prazer diante da comida, que pode indicar que a dose do remédio está excessiva para aquele paciente.

“Por isso, é importante o trabalho de uma equipe multidisciplinar, com orientação do endocrinologista, do nutricionista e do educador físico no tratamento”, concluiu.

Para a mentora de mulheres Amanda Vila Nova, os efeitos do tratamento com canetas emagrecedoras foram positivos. No entanto, ela ressalta que isso foi possível porque especialistas fizeram o acompanhamento.

O resultado, segundo ela, foi emagrecimento eficaz e qualidade de vida. “Não tive queda de cabelo nem unha enfraquecida pelo fato do acompanhamento e por fazer a reposição de vitaminas de forma correta”.

(OBemdito com informações da Agência Brasil)

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Jaqueline Mocellin

Olá, eu sou Jaqueline Mocellin e trabalho no site OBemdito desde dezembro de 2016. Atuo como jornalista e editora. Sou formada em jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), pós-graduada em Comunicação, Educação e Artes pela Unipar/Cascavel e atualmente curso Direito na UniAlfa Faculdade. Estou sempre em busca da emoção que o jornalismo pode proporcionar. Sou apaixonada pela minha profissão, levo muito a sério a ética de trabalho e a correta apuração dos fatos.