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No dia do aniversário, menino de 7 anos escapa de tragédia que matou 23 pessoas na BR-373

Luiz Artur Lopes completou 7 anos nesta quarta-feira (19), mesmo dia em que a família deveria viajar para Curitiba para uma consulta com um cardiologista (Foto Reprodução RIC Record)
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Rudson de Souza - OBemdito
Publicado em 20 de agosto de 2026 às 10h55 - Modificado em 20 de agosto de 2026 às 10h55

O aniversário de 7 anos de Luiz Artur Lopes poderia ter terminado de uma maneira completamente diferente. Nesta quarta-feira (19), enquanto a família deveria estar a caminho de Curitiba para uma consulta médica do menino, 23 pessoas morreram em um grave acidente na BR-373, em Ipiranga, nos Campos Gerais do Paraná.

Luiz Artur aguardava havia três anos por uma consulta de retorno com um cardiologista no Hospital Pequeno Príncipe. A viagem estava planejada e seria feita pela família justamente nesta quarta, dia em que o menino completou mais um ano de vida.

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Mas uma decisão tomada pela mãe, Cíntia Mara de Almeida Lopes, mudou os planos. Desde sábado, Luiz estava com uma forte gripe, além de problemas intestinais. Diante do estado de saúde do filho, ela decidiu cancelar a viagem, mesmo depois de esperar durante anos pela consulta.

“Faz uns dois ou três meses que estava marcada a consulta de retorno com o cardiologista. Desde sábado, ele não está bem. Está com uma gripe forte, com problema intestinal. A gente estava em dúvida se ia ou não”, contou Cíntia, em relato à Ric Record.

A família recebeu a orientação de que, caso cancelasse a consulta, Luiz poderia ser colocado novamente como prioridade. Ainda assim, a decisão não foi fácil.

“Como nós esperamos três anos por esse retorno com o cardio, sentimos bastante por não conseguir ir. Só que não tinha como sair com ele bem gripadinho e com diarreia. Três anos a gente esperou”, afirmou a mãe.

A notícia chegou pela manhã

A família estava em casa quando descobriu a dimensão da tragédia. Por volta das 7h, uma cunhada chegou ao imóvel bastante preocupada.

Ela acreditava que Cíntia e Luiz haviam seguido para Curitiba e que já poderiam estar entre as pessoas atingidas pelo acidente.

A mulher entrou na residência e contou sobre a colisão na BR-373.

“Foi um choque. Ao mesmo tempo que a gente fica grata a Deus, porque a gente está grata pela vida e livramento, a gente fica muito triste pelas vítimas”, relatou Cíntia.

Consulta ficou para outro momento

Luiz deveria ter participado da viagem e sabia que iria a Curitiba para o atendimento médico. A mudança dos planos ocorreu exclusivamente por causa do estado de saúde apresentado nos últimos dias.

A decisão de permanecer em casa acabou impedindo que a família estivesse na rodovia no momento da colisão.

Enquanto Luiz comemorava seu aniversário em casa, equipes de resgate trabalhavam na BR-373 diante de uma das maiores tragédias registradas nas rodovias federais do Paraná nos últimos anos.

Para a família, o aniversário de 7 anos ganhou um significado que dificilmente será esquecido: entre a frustração por perder uma consulta aguardada por três anos e a dor diante das dezenas de famílias atingidas pela tragédia, ficou também a sensação de ter recebido uma segunda chance.

(As informações são da RIC Record)

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