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Juiz homologa prisão temporária de três Buscariollo na audiência de custódia

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Jaqueline Mocellin - OBemdito
Publicado em 19 de agosto de 2026 às 16h39 - Modificado em 19 de agosto de 2026 às 16h39

Aconteceu na manhã desta quarta-feira (19) a audiência de custódia relacionada com as prisões de Antonio Buscariollo e seus filhos Paulo Ricardo e Carlos Henrique. Pai e filhos foram alvos de uma operação da Polícia Civil do Paraná (PCPR) e acabaram presos na última terça (18). Eles, juntamente com o outro filho de Antônio, Carlos Eduardo Buscariollo, são os principais suspeitos de quatro homicídios que ocorreram em Icaraíma em 5 de agosto de 2025.

De acordo com informações do advogado Renan Nogueira Farah, o juiz da audiência de custódia homologou a prisão temporária dos três. “A princípio os Buscariollo permanecerão aqui no Estado de São Paulo. Serão destinados a algum CDP da região que tiver vagas e de acordo com suas condições pessoais. Se houver pedido de ‘recambiamento’ do juízo de Icaraíma, poderão então ser transferidos para o Estado do Paraná”, divulgou o advogado de defesa em nota publicada às 12h59.

O quarto alvo da operação da PCPR é Carlos Eduardo Buscariollo, que está preso preventivamente em São Bernardo do Campo. Policiais estiveram na unidade prisional para cumprir o mandado de prisão que a Justiça do Estado do Paraná expediu em seu desfavor.

Leia também: Como a Polícia Civil vai definir a participação de cada acusado no massacre de Icaraíma.

Posteriormente, às 14h35, Farah encaminhou uma nota à imprensa. Na nota, a defesa chama a atenção para elementos objetivos relacionados à Carlos Henrique e sua localização no Estado de São Paulo no período dos fatos investigados. Porém, segundo o advogado, o juiz responsável pela audiência de custódia declarou que não era de sua competência analisar esse aspecto do caso.

Por isso, Farah informa que apresentará os pedidos pertinentes diretamente para o Poder Judiciário de Icaraíma – responsável por expedir os mandados de prisão. Um dos pedidos é que seja revogada a prisão de Carlos Henrique Buscariollo.

Defesa dos Buscariollo se manifesta

Confira abaixo a nota, na íntegra, do advogado de defesa da família:

NOTA À IMPRENSA

A defesa da família Buscariollo informa que Paulo, Antonio e Carlos Henrique Buscariollo foram apresentados nesta quarta-feira (19) em audiência de custódia, após o cumprimento dos mandados de prisão expedidos pela Justiça do Estado do Paraná.

Durante a audiência, a defesa apresentou seus requerimentos e, especialmente em relação a Carlos Henrique Buscariollo, chamou a atenção para a existência de elementos objetivos relacionados à sua localização no Estado de São Paulo no período dos fatos investigados.

O magistrado responsável pela audiência esclareceu, contudo, que não lhe competia rever ou revogar a decisão de prisão proferida por outro Juízo, cabendo-lhe, naquele ato, analisar essencialmente a regularidade e as condições em que as prisões foram cumpridas.

Diante disso, a defesa está apresentando os pedidos pertinentes diretamente ao Juízo de Icaraíma/PR, responsável pela decretação das prisões, inclusive pedido de revogação da prisão de Carlos Henrique.

É importante esclarecer que a tese defensiva relacionada à localização de Carlos Henrique não surgiu após sua prisão. Ainda em 2025, a defesa já havia buscado judicialmente a preservação de provas destinadas a esclarecer onde ele se encontrava no período investigado.

Entre esses elementos existem documentos fiscais relativos a compras realizadas em Santa Bárbara d’Oeste/SP, informações relacionadas ao cumprimento de serviço comunitário na mesma cidade e pedido de obtenção de imagens de câmeras de segurança.

Em relação especificamente às imagens do Atacadão de Santa Bárbara d’Oeste, o próprio Juízo de Icaraíma reconheceu anteriormente que a prova poderia contribuir para o esclarecimento dos fatos e determinou providências para sua requisição. 

A defesa ressalta, por responsabilidade, que ainda não teve acesso integral ao inquérito policial e, portanto, não afirma qual foi o resultado dessas diligências. O que se pede é justamente que esses elementos sejam verificados e disponibilizados antes que se conclua pela necessidade de manutenção da prisão.

A defesa respeita o trabalho das autoridades responsáveis pela investigação, mas continuará atuando para que a situação de cada investigado seja analisada individualmente, sem que a gravidade geral dos fatos investigados seja automaticamente atribuída a todos os integrantes da família.

Americana/SP, 19/08/2026.

Renan Nogueira Farah

OAB/SP 274.183

Defesa da família Buscariollo

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