Paraná

Obras na Ponte Ayrton Senna, em Guaíra, chegam a 85% do pavimento recuperado

Durante o dia, a Ponte Ayrton Senna recebe o intenso fluxo de veículos entre o Paraná e Mato Grosso do Sul. À noite, porém, o cenário muda completamente. Máquinas, caminhões e trabalhadores ocupam a pista para executar uma ampla operação de restauração e manutenção.

A equipe da Diretoria de Comunicação Social e Imprensa, DICSI, do Município de Guaíra, acompanhou uma das frentes da obra. A visita ocorreu durante o bloqueio noturno e mostrou de perto a rotina dos profissionais.

A equipe acompanhou especificamente os serviços de recuperação do pavimento. Uma empresa contratada para essa etapa mantém cerca de 50 profissionais trabalhando todas as noites. A operação segue uma sequência planejada para garantir o avanço dos serviços.

A organização chama a atenção durante a execução dos trabalhos. Cada equipamento entra na pista no momento determinado, cumpre sua função e libera espaço para a próxima etapa.

Assim, fresadoras, caminhões e máquinas de compactação avançam em sequência. As equipes também se distribuem ao longo da ponte, seguindo um cronograma definido para cada trecho.

De perto, a operação lembra uma linha de produção. Cada movimento tem horário, posição e finalidade. Por isso, o conjunto de equipamentos forma um verdadeiro balé de máquinas durante a madrugada.

Pavimento retirado

A recuperação utiliza Cbuq, sigla para Concreto Betuminoso Usinado a Quente. O material é usado em rodovias por sua resistência ao tráfego pesado e pela durabilidade.

Antes da aplicação do novo asfalto, porém, os trabalhadores precisam retirar a camada antiga. O trabalho começa com a montagem da sinalização e o isolamento do trecho.

Depois, a fresadora entra em operação para cortar e retirar o revestimento existente. Em cada trecho, mais de cinco centímetros do pavimento antigo são removidos.

Essa etapa prepara a superfície para receber a nova camada asfáltica. Em seguida, equipamentos como a Bobcat retiram os resíduos maiores deixados pela fresagem.

Depois, a equipe realiza uma nova limpeza com pressão de ar. O procedimento elimina partículas e deixa a superfície preparada para a aplicação do material seguinte.

Na sequência, o espargidor aplica o produto responsável por promover a aderência entre a superfície preparada e o novo revestimento. Somente depois começa a aplicação do Cbuq.

A massa quente é distribuída sobre a pista. Logo atrás, equipamentos de compactação trabalham para garantir uniformidade, acabamento e resistência ao novo pavimento.

Por fim, a equipe executa a pintura da sinalização horizontal. Depois que todas as etapas terminam, os trabalhadores retiram a sinalização temporária e liberam novamente a pista.

A sequência envolve sinalizar, fresar, limpar, preparar, aplicar, compactar, pintar e liberar. O processo se repete noite após noite durante a execução da obra.

Em condições normais, a frente de pavimentação consegue avançar aproximadamente 700 metros por noite. O ritmo depende das condições operacionais de cada turno.

Pavimentação: apenas uma parte da obra

A recuperação do pavimento é somente uma das frentes previstas para a Ponte Ayrton Senna. Outras equipes também atuam em diferentes serviços contratados pela concessionária Via Campo.

Entre as intervenções previstas estão a manutenção das juntas de dilatação e a limpeza da estrutura. A obra também inclui pintura das barreiras e melhorias na sinalização.

Além disso, estão previstas substituições de dispositivos de proteção e serviços relacionados à estrutura. A implantação da nova iluminação também faz parte do conjunto de intervenções.

Enquanto uma equipe trabalha no pavimento, outras executam serviços específicos. Todas as frentes seguem o cronograma geral estabelecido para a restauração da ponte.

A visita realizada pela DICSI em 11 de agosto acompanhou exclusivamente a operação de pavimentação. O trabalho permitiu observar uma das etapas de uma intervenção mais ampla.

Pavimento chega a 85% de recuperação

As obras de restauração e manutenção começaram em 13 de julho. Nesta quinta-feira, 13 de agosto, a Via Campo apresentou um balanço do primeiro mês de trabalhos.

Segundo a concessionária, a recuperação do pavimento chegou a 85%. A limpeza da estrutura alcançou 41% de execução durante o período.

A revitalização da pintura das barreiras atingiu 21%. Já a manutenção das juntas de dilatação chegou a 13% de conclusão.

Nos próximos dias, também devem avançar os trabalhos de sinalização, iluminação e dispositivos de proteção. O projeto prevê novos elementos refletivos na pista e nas barreiras.

Além disso, estão previstas a substituição de defensas metálicas e a implantação da nova iluminação. A concessionária prevê concluir todas as melhorias até 29 de outubro de 2026.

A intervenção contempla os 3.800 metros da Ponte Ayrton Senna. Para cumprir o cronograma, os trabalhos acontecem principalmente durante o período noturno.

Obras acontecem entre 21h e 5h

As equipes trabalham das 21h às 5h. Durante esse período, a ponte passa por bloqueios necessários para garantir a segurança dos trabalhadores e dos usuários.

Entre 23h30 e 0h30, ocorre uma janela de liberação pelo sistema Pare e Siga. O mecanismo permite organizar a passagem dos veículos durante a execução dos serviços.

As intervenções ocorrem todos os dias da semana. Portanto, os trabalhos também seguem durante os fins de semana.

Vídeo sobre estrutura da ponte

Outro assunto relacionado à Ponte Ayrton Senna ganhou repercussão nas redes sociais nesta semana. Um vídeo gravado na parte inferior da estrutura passou a circular.

As imagens mostram uma abertura próxima a um dos pilares. Algumas publicações apresentaram o elemento como uma possível rachadura na estrutura.

Na quarta-feira, 12 de agosto, a Via Campo divulgou um esclarecimento sobre o vídeo. Segundo a concessionária, o elemento mostrado nas imagens não representa uma rachadura no pilar.

Conforme a empresa, trata-se de uma camisa metálica utilizada durante a construção da Ponte Ayrton Senna. O componente serviu como forma para o confinamento do concreto durante a execução dos pilares, na década de 1990.

A Via Campo informou ainda que as estruturas sob sua concessão passam por inspeções de equipes técnicas especializadas. Segundo a concessionária, não existe risco estrutural que comprometa a segurança da ponte ou dos usuários.

A empresa também afirmou que as obras atualmente realizadas na ponte não possuem relação com o elemento mostrado no vídeo.

Operação que acontece durante a madrugada

Para quem atravessa a Ponte Ayrton Senna, a obra costuma ser percebida principalmente pelos bloqueios. O Pare e Siga também interfere na rotina de quem utiliza a ligação entre os dois estados.

No entanto, a poucos metros das máquinas, a dimensão dos trabalhos é diferente. Dezenas de profissionais, caminhões e equipamentos atuam de forma coordenada durante cada turno.

A logística precisa funcionar com precisão. Ao final da jornada, a pista deve estar novamente preparada para receber o fluxo de veículos que atravessa diariamente a divisa.

A pavimentação, portanto, representa apenas uma parte dessa operação. Enquanto uma frente retira mais de cinco centímetros do revestimento antigo, outras equipes atuam em diferentes pontos da ponte.

Juntas, estrutura, pintura, sinalização, dispositivos de segurança e iluminação também recebem atenção. Cada serviço cumpre uma função dentro do projeto de restauração.

Acompanhar o trabalho de perto permite entender o que existe por trás de cada noite de interdição. Enquanto a região dorme, trabalhadores e máquinas transformam a Ponte Ayrton Senna em um grande canteiro de obras.

A cada turno, novas etapas avançam. Assim, uma das principais ligações rodoviárias entre Paraná e Mato Grosso do Sul passa por um processo amplo de restauração e manutenção.

Para receber informações sobre o fechamento e liberação da ponte durante as obras, a PRF disponibiliza um canal de comunicação via WhatsApp, para participar do grupo clique aqui.

Com informações: Prefeitura de Guaíra

Alex Nascimento

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