Foto: Nasa
Depois de um fim de setembro marcado por temporais, outubro começa com previsão de chuva acima da média no Paraná e grandes oscilações de temperatura. Para o Noroeste, onde está Umuarama, o Simepar prevê períodos de calor mais intenso intercalados pela passagem de sistemas frontais ao longo do mês.
Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a maioria das estações meteorológicas do Estado registra volumes de chuva superiores à média histórica desde abril. A tendência deve continuar neste mês.
O cenário está relacionado à atuação do El Niño, que favorece a passagem mais frequente de sistemas frontais pelo Paraná. Os maiores desvios de chuva em relação à média histórica são esperados no Oeste, Sudoeste e Sul, com precipitações mais recorrentes e intensas.
No Noroeste, a média histórica de chuva em outubro varia entre 150 e 175 milímetros. Isso não significa que todas as cidades necessariamente terminarão o mês acima desses valores, mas o prognóstico climático do Simepar indica tendência de chuva acima da climatologia no Paraná.
As temperaturas também devem oscilar bastante durante outubro.
Antes da passagem das frentes, massas de ar aquecido vindas do interior do continente devem favorecer a elevação dos termômetros. Esse efeito tende a ser mais significativo justamente no Norte e Noroeste paranaense. Depois da passagem dos sistemas frontais, as temperaturas voltam a cair.
Historicamente, o extremo Noroeste registra temperaturas máximas médias superiores a 30°C durante outubro. As mínimas ficam, em média, entre 18°C e 20°C.
Apesar dos períodos mais quentes, a expectativa é que, considerando o mês inteiro, as temperaturas fiquem próximas ou ligeiramente acima da média histórica. Isso acontece porque os episódios de calor devem ser intercalados por quedas de temperatura associadas às frentes.
O cenário chama ainda mais atenção diante da intensificação do El Niño. Boletim divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e outras seis instituições federais aponta 95% de probabilidade de o fenômeno atingir intensidade muito forte no trimestre entre outubro e dezembro.
As condições de El Niño foram confirmadas em junho e, desde então, o aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial tem aumentado. No fim de setembro, as anomalias de temperatura da superfície do mar superaram 2°C em áreas do Pacífico Central e Leste.
Caso as projeções se confirmem, o episódio poderá estar entre os El Niños mais intensos registrados desde 1950. A previsão também indica que o fenômeno deve persistir pelo menos até o primeiro trimestre de 2027.
Para o Sul do Brasil, o cenário climático previsto para outubro, novembro e dezembro é de chuva acima da média, com possibilidade de cheias. Os órgãos ressaltam, porém, que se trata de uma tendência sazonal: os impactos em cada município dependem das condições meteorológicas que se desenvolverem ao longo do período.
(OBemdito e GMC)
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