Foto: Nasa
O Super El Niño ganha força no Oceano Pacífico Equatorial e deve provocar chuvas acima da média e aumentar o risco de eventos meteorológicos severos no Paraná nos próximos meses. A previsão é do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), com base nas projeções dos principais institutos meteorológicos internacionais.
A tendência é que o fenômeno continue se intensificando e alcance seu período de maior força entre a primavera e o verão de 2026/2027. Os efeitos sobre o Paraná podem persistir até o primeiro trimestre do próximo ano.
Além de volumes maiores de chuva, o cenário favorece episódios de tempestades fortes, precipitações intensas, inundações e enxurradas.
Dados atualizados pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) nesta quinta-feira (13) reforçam a tendência de fortalecimento.
Em julho, a temperatura da superfície do mar em uma das principais regiões utilizadas para acompanhar o El Niño ficou 1,4°C acima da média climatológica.
O aquecimento também ocorre nas águas do Pacífico Equatorial central e oriental e alcança camadas de até 200 metros de profundidade.
As projeções apontam mais de 90% de probabilidade de o fenômeno alcançar a categoria de El Niño muito forte durante a primavera e o verão no Hemisfério Sul. Essa classificação ocorre quando a anomalia da temperatura da superfície do mar atinge pelo menos 2°C.
O período entre outubro e dezembro aparece como a principal janela para o pico de intensidade.
Segundo o Simepar, a primavera e o verão devem ser marcados por precipitações acima da média no Sul do Brasil.
No Paraná, a tendência de maiores volumes de chuva se destaca principalmente nas regiões Oeste, Sudoeste e Centro-Sul.
O fortalecimento do El Niño também aumenta as condições favoráveis para tempestades e episódios de chuva intensa. Consequentemente, cresce o risco associado a inundações e enxurradas durante períodos de maior instabilidade.
A influência do fenômeno deve continuar sendo sentida no Estado durante os primeiros meses de 2027.
Embora o período de maior intensidade ainda esteja por vir, dados do Simepar indicam que o inverno paranaense já apresenta sinais compatíveis com a influência do El Niño.
Das 45 estações meteorológicas do órgão que possuem mais de cinco anos de operação, 41 registraram chuva acima da média histórica em julho.
Somente Antonina, Cerro Azul, Guaratuba e Guaraqueçaba tiveram precipitações abaixo da média no período.
Um dos casos de maior destaque ocorreu em Palmas. A estação do município registrou 311 milímetros de chuva em julho de 2026, o maior volume para o mês desde o início das medições no local, há 28 anos.
Com o avanço do fenômeno em direção ao período de maior intensidade, a tendência é que o regime de chuvas continue sendo influenciado pelo El Niño durante a primavera e o verão.
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