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Alex Nascimento Publisher do OBemdito

É falsa a mensagem que afirma que condenado pela morte de Tábata foi solto, confirma Polícia Penal

Polícia Penal do Paraná desmente boato sobre a soltura de Eduardo Leonildo da Silva, condenado pelo assassinato de Tábata Fabiana Crespilho da Rosa, em Umuarama. - Foto: Colaboração/Banda B
É falsa a mensagem que afirma que condenado pela morte de Tábata foi solto, confirma Polícia Penal
Alex Nascimento - OBemdito
Publicado em 22 de julho de 2026 às 16h08 - Modificado em 22 de julho de 2026 às 16h25

Uma mensagem compartilhada nas redes sociais afirmando que Eduardo Leonildo da Silva, condenado pelo assassinato da menina Tábata Fabiana Crespilho da Rosa, estaria em liberdade ou cumprindo prisão domiciliar é falsa. A publicação gerou repercussão entre moradores de Umuarama e levou leitores a procurarem a redação do OBemdito em busca de esclarecimentos.

Diante da circulação da informação, a reportagem entrou em contato com a Assessoria de Comunicação da Polícia Penal do Paraná. O órgão confirmou que Eduardo Leonildo da Silva permanece preso e sob custódia do sistema prisional paranaense, desmentindo o conteúdo divulgado nas redes sociais.

Segundo a Polícia Penal, o condenado continua recluso em uma unidade prisional do Estado. No entanto, a instituição informou que, por questões de segurança, não divulga em qual estabelecimento penal os custodiados cumprem pena.

Com isso, a mensagem que afirma que Eduardo Leonildo da Silva foi colocado em liberdade ou transferido para prisão domiciliar não corresponde aos fatos e deve ser considerada falsa.

Mensagem fake que circulou nas redes sociais – Foto: reprodução/redes sociais

Crime chocou Umuarama

O assassinato de Tábata Fabiana Crespilho da Rosa comoveu Umuarama e repercutiu em todo o Paraná. A menina desapareceu em 26 de setembro de 2017, nas proximidades da Escola Municipal Rui Barbosa, onde estudava.

De acordo com a investigação, o irmão da criança, então com 13 anos, a deixou em uma padaria localizada na esquina da escola, como fazia diariamente. No entanto, Tábata não entrou na unidade de ensino. O desaparecimento foi percebido apenas no fim da tarde, quando a mãe foi buscá-la.

As investigações apontaram que a menina, de apenas seis anos, foi abordada no caminho para a escola. O laudo pericial concluiu que ela morreu por enforcamento após sofrer violência sexual. O corpo foi encontrado posteriormente em uma vala rasa, em uma propriedade rural de Umuarama.

Polícia Penal do Paraná desmente boato sobre a soltura de Eduardo Leonildo da Silva, condenado pelo assassinato de Tábata Fabiana Crespilho da Rosa, em Umuarama. – Foto: Colaboração/Banda B

Condenação

O julgamento ocorreu em 15 de outubro de 2020. Após o júri popular, Eduardo Leonildo da Silva foi condenado a 41 anos, um mês e 15 dias de prisão, em regime inicialmente fechado, pelos crimes relacionados ao assassinato da criança.

Na noite da prisão do condenado, a revolta da população provocou momentos de tensão em frente à delegacia. Populares tentaram invadir o local, veículos foram incendiados e houve depredação nas imediações. Ao mesmo tempo, presos iniciaram um motim dentro do minipresídio.

Apesar dos boatos que voltaram a circular nas redes sociais nos últimos dias, a Polícia Penal do Paraná reforça que Eduardo Leonildo da Silva continua preso no sistema penitenciário estadual

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