Foto: Reprodução
O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou a mãe do adolescente de 15 anos apontado como principal suspeito do ataque a tiros ocorrido em uma conveniência de Campo Mourão. A informação foi divulgada nesta terça-feira (21), pela 4ª Promotoria de Justiça do município.
A mulher, de 33 anos, é acusada pela prática de crimes na modalidade de omissão penalmente relevante, por supostamente ter deixado de agir diante da presença de materiais ilícitos e de alto potencial lesivo mantidos na residência da família.
O ataque aconteceu na última sexta-feira (17) e resultou na morte de duas pessoas e em ferimentos gravíssimos em outras três. O caso teve grande repercussão na região e segue sendo investigado pelas autoridades. Assista abaixo (CENAS FORTES):
Após o atentado, policiais militares realizaram buscas na casa da família e apreenderam diversos itens, entre eles dois cartuchos intactos de calibre .38, cerca de 500 metros de cordel detonante – material explosivo de uso industrial –, seis antenas de bloqueador de sinal de radiofrequência, conhecido como “jammer”, além de porções de maconha e uma unidade de substância semelhante ao ecstasy.
Segundo o Ministério Público, as investigações apontaram que a mãe do adolescente tinha conhecimento de que o filho escondia os materiais no imóvel.
Conforme a denúncia, mesmo ciente do perigo e da ilegalidade da situação, ela teria concordado com a permanência dos objetos na residência e deixado de comunicar os fatos às autoridades ou adotar medidas para impedir a atividade ilícita.
Pelos fatos apurados, a mulher foi denunciada pelos crimes de posse irregular de munição de uso permitido, posse ilegal de artefato explosivo e desenvolvimento clandestino de atividade de telecomunicação, todos na modalidade omissiva e em concurso material.
Além das penas previstas na legislação, o Ministério Público também requereu à Justiça a fixação de uma indenização mínima de R$ 40 mil por danos morais coletivos.
O adolescente de 15 anos segue sendo apontado como o principal suspeito de ter efetuado os disparos no ataque registrado em Campo Mourão. O caso continua sob investigação.
(Com informações MPPR)
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