Foto: Getty Images
O Hamas anunciou nesta segunda-feira (6) a dissolução de seu governo de fato na Faixa de Gaza e afirmou estar disposto a transferir a administração civil do território para um comitê de tecnocratas palestinos apoiado pelos Estados Unidos. A medida integra um plano de paz patrocinado pelo governo do presidente Donald Trump, que enfrenta dificuldades para avançar.
Segundo o grupo, o órgão responsável por supervisionar os ministérios foi oficialmente extinto. Apesar disso, os ministérios continuarão funcionando com os atuais servidores, enquanto o Hamas manterá o controle da segurança e do policiamento nas áreas que permanecem sob sua influência.
A dissolução do governo era uma das principais etapas previstas no plano para a administração de Gaza após a guerra.
Durante entrevista coletiva na Cidade de Gaza, o diretor do escritório de mídia do Hamas, Ismail Al-Thawabta, informou que o chefe do Comitê de Emergência do Governo renunciou e que o órgão foi oficialmente dissolvido.
Segundo ele, a medida demonstra o compromisso do grupo com os acordos firmados e busca facilitar a transição administrativa para o Comitê Nacional para a Administração de Gaza.
O Comitê Nacional para a Administração de Gaza, formado por 15 tecnocratas palestinos e apoiado pelos Estados Unidos, afirmou que está preparado para assumir a gestão do território assim que houver recursos e condições adequadas para o funcionamento.
O presidente do comitê, Ali Shaath, declarou que o sucesso da iniciativa depende da existência de uma única autoridade, uma única legislação e uma única força militar subordinada ao governo.
Apesar do anúncio, o acordo de cessar-fogo permanece frágil.
O Hamas acusa Israel de descumprir partes do plano de paz e de manter ataques no território palestino. Já Israel afirma que as operações militares realizadas desde o início da trégua têm como objetivo neutralizar ameaças de grupos armados.
Até o momento, o governo israelense não comentou oficialmente o anúncio da dissolução do governo do Hamas.
A Faixa de Gaza segue devastada após mais de dois anos e meio de conflito iniciado com os ataques do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023.
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