Foto: Danilo Martins/OBemdito
O Ministério da Saúde anunciou um plano de R$ 9,8 bilhões para preparar o Sistema Único de Saúde (SUS) para os impactos das mudanças climáticas e de eventos extremos, como ondas de calor, enchentes e períodos de estiagem. A iniciativa reúne 27 metas e 93 ações, com execução prevista até 2035.
Segundo a pasta, o objetivo é ampliar a capacidade do SUS de antecipar riscos, proteger a população — especialmente em áreas mais vulneráveis — e responder com mais rapidez a situações de emergência provocadas pelo clima.
O plano está estruturado em cinco eixos principais: coordenação entre os órgãos públicos, fortalecimento da capacidade de atendimento, comunicação com gestores e população, vigilância e emissão de alertas, além do reforço de medicamentos, vacinas, água potável e demais insumos necessários em situações de desastre.
Uma das principais medidas é a criação de oito Centros Integrados de Saúde e Clima, distribuídos pelas cinco regiões do país. A primeira unidade será inaugurada nesta quarta-feira (1º), na Bahia.
Também está prevista a expansão da Força Nacional do SUS para oito bases regionais, permitindo que equipes especializadas possam ser mobilizadas em até 12 horas para atender emergências e iniciem ações compatíveis com a gravidade do desastre em até 72 horas.
O Ministério da Saúde também lançará o Painel Nacional de Excesso de Calor, ferramenta que permitirá monitorar riscos relacionados às altas temperaturas e emitir alertas com até cinco dias de antecedência.
A plataforma servirá de apoio para ações de vigilância, prevenção e resposta em períodos de calor extremo.
Além disso, a pasta elaborou um protocolo específico para proteger idosos durante ondas de calor. Entre as orientações estão oferecer água mesmo sem sede, evitar exposição ao sol nos horários mais quentes, manter os ambientes ventilados, verificar o uso correto de medicamentos contínuos e utilizar soro fisiológico em casos de ressecamento dos olhos ou das narinas.
Durante o anúncio, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que as mudanças climáticas representam um dos maiores desafios para a saúde pública.
Segundo ele, um estudo recente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta que cerca de 120 mil mortes registradas nos últimos 20 anos estão diretamente relacionadas ao aumento da temperatura média em diferentes regiões do país.
Padilha ressaltou que, além das ações para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, é urgente adaptar os sistemas de saúde para enfrentar os efeitos da crise climática.
Um furto de grandes proporções mobilizou a Polícia Militar na tarde desta segunda-feira (6), em…
Uma jovem de 18 anos escapou sem ferimentos após perder o controle do carro e…
Duas ocorrências de violência doméstica registradas nesta segunda-feira (6) mobilizaram equipes da Polícia Militar em…
Uma cena que chocou até os policiais marcou um caso de feminicídio registrado na madrugada…
Após o lançamento do novo Plano Safra pelo governo federal, o Sicoob Sistema de Cooperativas…
Abastecer com etanol ou diesel ficou mais barato em Umuarama no início de julho, segundo…
Este site utiliza cookies
Saiba mais